Na cardiomiopatia chagásica, a presença de alterações segme...
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Tema central: A questão aborda a cardiomiopatia chagásica, especificamente quanto às alterações segmentares no ecocardiograma e seu diagnóstico diferencial com cardiomiopatia isquêmica.
Gabarito: E (Errado)
Explicação e Justificativa:
Na cardiomiopatia chagásica, é comum encontrar alterações segmentares da contratilidade, principalmente nos segmentos basais das paredes inferior e inferolateral. Além disso, o aneurisma apical é um achado típico (Fonte: Posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Cardiomiopatia Chagásica).
Destaca-se que, segundo essas diretrizes: “a CMC apresenta predomínio das alterações segmentares da contratilidade, principalmente nos segmentos basais das paredes inferior e inferolateral”. Portanto, a presença de disfunção segmentar em parede inferior ao ecocardiograma é compatível com a cardiomiopatia chagásica, sendo inclusive um de seus achados clássicos.
Já na cardiomiopatia isquêmica, as alterações segmentares geralmente correspondem a territórios afetados por obstruções em artérias coronárias. Por exemplo, alterações na parede inferior podem sugerir acometimento da artéria coronária direita, porém esse achado só é sugestivo de cardiopatia isquêmica no contexto clínico e com a presença de fatores de risco ou achados adicionais.
Análise das alternativas:
(E) Errado: Correto, pois encontrar isoladamente alterações segmentares na parede inferior em pacientes com doença de Chagas NÃO caracteriza obrigatoriamente isquemia associada. Pelo contrário, esse é um achado já esperado na cardiomiopatia chagásica sem doença coronariana.
(C) Certo: Incorreto, pois induz à falsa associação direta entre alteração segmentar em parede inferior e cardiopatia isquêmica em contexto de Chagas, o que contraria as evidências científicas e as principais diretrizes.
Dicas e Pegadinhas:
A prova explora confusão conceitual entre os perfis ecocardiográficos das cardiomiopatias. É importante atentar que, na doença de Chagas, alterações segmentares são comuns mesmo na ausência de doença coronariana. O raciocínio clínico deve considerar o contexto epidemiológico, os sintomas, fatores de risco coronarianos e demais exames.
Resumo: Alteração segmentar em parede inferior NÃO indica obrigatoriamente isquemia no contexto da cardiomiopatia chagásica.
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