Na cardiomiopatia chagásica, a presença de alterações segme...

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Q1674078 Medicina
Acerca da doença de Chagas e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Na cardiomiopatia chagásica, a presença de alterações segmentares em parede inferior apenas em ecocardiograma transtorácico é sinal de cardiomiopatia isquêmica associada.
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Tema central: A questão aborda a cardiomiopatia chagásica, especificamente quanto às alterações segmentares no ecocardiograma e seu diagnóstico diferencial com cardiomiopatia isquêmica.

Gabarito: E (Errado)

Explicação e Justificativa:

Na cardiomiopatia chagásica, é comum encontrar alterações segmentares da contratilidade, principalmente nos segmentos basais das paredes inferior e inferolateral. Além disso, o aneurisma apical é um achado típico (Fonte: Posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Cardiomiopatia Chagásica).

Destaca-se que, segundo essas diretrizes: “a CMC apresenta predomínio das alterações segmentares da contratilidade, principalmente nos segmentos basais das paredes inferior e inferolateral”. Portanto, a presença de disfunção segmentar em parede inferior ao ecocardiograma é compatível com a cardiomiopatia chagásica, sendo inclusive um de seus achados clássicos.

Já na cardiomiopatia isquêmica, as alterações segmentares geralmente correspondem a territórios afetados por obstruções em artérias coronárias. Por exemplo, alterações na parede inferior podem sugerir acometimento da artéria coronária direita, porém esse achado só é sugestivo de cardiopatia isquêmica no contexto clínico e com a presença de fatores de risco ou achados adicionais.

Análise das alternativas:

(E) Errado: Correto, pois encontrar isoladamente alterações segmentares na parede inferior em pacientes com doença de Chagas NÃO caracteriza obrigatoriamente isquemia associada. Pelo contrário, esse é um achado já esperado na cardiomiopatia chagásica sem doença coronariana.

(C) Certo: Incorreto, pois induz à falsa associação direta entre alteração segmentar em parede inferior e cardiopatia isquêmica em contexto de Chagas, o que contraria as evidências científicas e as principais diretrizes.

Dicas e Pegadinhas:

A prova explora confusão conceitual entre os perfis ecocardiográficos das cardiomiopatias. É importante atentar que, na doença de Chagas, alterações segmentares são comuns mesmo na ausência de doença coronariana. O raciocínio clínico deve considerar o contexto epidemiológico, os sintomas, fatores de risco coronarianos e demais exames.

Resumo: Alteração segmentar em parede inferior NÃO indica obrigatoriamente isquemia no contexto da cardiomiopatia chagásica.

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Comentários

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A afirmação é incorreta. Na cardiomiopatia chagásica, as alterações segmentares em parede inferior visualizadas no ecocardiograma transtorácico NÃO são indicativas de cardiomiopatia isquêmica associada. A doença de Chagas é uma infecção parasitária que pode causar inflamação e dano no coração, levando a alterações no ecocardiograma. Entretanto, essas alterações são resultado do dano direto ao miocárdio pelo parasita e não de uma doença arterial coronariana, o que seria indicado por uma cardiomiopatia isquêmica. A cardiomiopatia isquêmica é tipicamente causada por aterosclerose (placas de gordura) nas artérias coronárias. Assim, a presença de alterações segmentares em parede inferior em um ecocardiograma transtorácico não confirma a existência de uma cardiomiopatia isquêmica em uma pessoa com doença de Chagas.

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