Na cetoacidose diabética, qual das opções NÃO é uma variação...

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Q2787856 Medicina
Na cetoacidose diabética, qual das opções NÃO é uma variação representativa de exames laboratoriais?
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Tema central da questão: A cetoacidose diabética (CAD) é uma emergência metabólica que resulta de déficit de insulina, levando à hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. O conhecimento das alterações laboratoriais típicas é essencial para o diagnóstico e manejo corretos do paciente.

Justificativa da alternativa correta (E – Fosfato: normal): O fosfato sérico, diferentemente de outros parâmetros, raramente permanece normal durante toda a evolução da CAD. Inicialmente, pode estar normal ou discretamente elevado, mas tende a cair rapidamente após o início da insulina, devido à entrada do fosfato nas células junto com a glicose. Isso pode levar, inclusive, à hipofosfatemia sintomática durante o tratamento. Afirmações de que o fosfato se mantém normal não representam adequadamente a variação laboratorial observada na prática clínica (Sociedade Brasileira de Diabetes, “Alterações laboratoriais na CAD”).

Análise das alternativas incorretas:

A) Cloreto: normal. O cloreto pode realmente apresentar-se normal, uma vez que as alterações costumam ser discretas ou compensatórias, não sendo um marcador obrigatório de distúrbio importante.

B) pH arterial: 6,8 a 7,3. A acidose metabólica é fundamental no diagnóstico da CAD, e o pH arterial reduzido (até 6,8 em casos graves) é típico, sendo critério diagnóstico na maioria dos protocolos.

C) Bicarbonato sérico: < 15 mEq. O bicarbonato está quase sempre reduzido na CAD, muitas vezes abaixo de 10 a 15 mEq/L, refletindo a gravidade da acidose metabólica, conforme explicitado em protocolos nacionais e internacionais.

D) Osmolaridade: 300 a 320 mOsm/ml. O aumento da osmolaridade é consequência da hiperglicemia e desidratação, sendo habitual observar valores dentro desse intervalo, especialmente nos quadros moderados a graves de CAD.

Estratégias e alerta sobre pegadinhas: Questões como esta exigem leitura cuidadosa do termo “NÃO”. O aluno deve identificar a presença da exceção procurada. Além disso, lembrar que distúrbios eletrolíticos são dinâmicos, e variações “normais” são exceção diante da evolução e tratamento da CAD, especialmente com o fosfato.

Diretrizes e literatura: Manual da Sociedade Brasileira de Diabetes, UpToDate e Harrison’s destacam a tendência do fosfato à queda durante o tratamento, devendo, portanto, ser monitorado periodicamente no paciente.

Resumo: A alternativa correta é E) Fosfato: normal, pois é justamente o parâmetro que mais provavelmente apresentará alterações (queda) durante o curso da CAD e seu manejo, ao contrário das outras variáveis citadas.

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