A hipermagnesemia é um evento com alto risco de complicações...
A hipermagnesemia é um evento com alto risco de complicações graves como depressão respiratória e parada cardiorespiratória e pode ocasionar alterações eletrocardiográficas.
Os achados eletrocardiográficos que podem ser encontrados na hipermagnesemia são
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Tema central: A questão aborda os efeitos da hipermagnesemia sobre o eletrocardiograma (ECG), fundamentais para a prática clínica, pois alterações eletrolíticas graves podem ser fatais se não reconhecidas precocemente.
Justificativa da alternativa correta (A):
O magnésio em excesso (hipermagnesemia) atua inibindo a condução elétrica cardíaca, especialmente em níveis séricos significativamente elevados. Isso ocorre porque o magnésio bloqueia fisiologicamente canais de cálcio e afeta a movimentação de sódio e potássio nas células cardíacas.
As consequências eletrocardiográficas, fundamentadas em evidências como as revisões do UpToDate e registros de casos clínicos (vide Anais da FMC), incluem:
- Prolongamento do intervalo PR: devido à lentificação da condução atrioventricular.
- Alargamento do complexo QRS: por retardar a condução no sistema de Purkinje e ventrículos.
- Prolongamento do intervalo QT: por retardar a repolarização ventricular.
Logo, a resposta correta é a alternativa A: intervalo PR aumentado, QRS alargado e QT aumentado.
Comentários sobre as alternativas incorretas:
B) PR diminuído, QRS estreito, QT diminuído: Incorreta porque a hipermagnesemia prolonga PR e QRS; não encurta esses intervalos.
C) PR diminuído, QRS alargado, QT aumentado: Incorreta pois PR não diminui.
D) PR aumentado, QRS estreito, onda T negativa: Incorreta; o QRS deve estar alargado e alteração da onda T não é típica da hipermagnesemia.
E) PR aumentado, QRS alargado, onda T negativa: Embora PR e QRS possam ser alterados, a onda T negativa não é alteração característica aqui. O correto é a incidência de QT prolongado.
Dica para provas: Palavras como “PR diminuído” ou “onda T negativa” devem ser vistas com cautela, pois são mais comuns em outras condições, como hipercalemia ou isquemia miocárdica, respectivamente. Sempre relacione o distúrbio eletrolítico com o mecanismo fisiopatológico subjacente.
Referência: Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª edição), página 3443: “A hipermagnesemia pode causar prolongamento dos intervalos PR, QRS e QT no eletrocardiograma.”
Resumo: A hipermagnesemia afeta o ECG principalmente prolongando PR, QRS e QT. Fique atento a esses padrões em questões sobre distúrbios eletrolíticos!
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