Um paciente vítima de ferimento penetrante em regi...
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para o paciente.
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Tema central: Avaliação de ferimento penetrante em zona II do pescoço. Esta é uma das situações mais frequentes em emergência vascular e cirúrgica cervical, exigindo conduta precisa para equilibrar diagnóstico acurado e evitar procedimentos desnecessários.
Justificativa para a alternativa correta (C): A tomografia computadorizada cervical (TC) tornou-se exame de escolha na avaliação inicial de pacientes com ferimentos penetrantes hemodinamicamente estáveis e sem sinais claros de lesão vascular ou aerodigestiva. Ela permite avaliação detalhada das estruturas cervicais e subsidia a decisão de conduta sem expor o paciente às complicações de cirurgia desnecessária.
Segundo o manual do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), a operação imediata está indicada “em caso de insuficiência respiratória ou hemorragia”, sendo a exploração cirúrgica seletiva reservada aos casos em que exames complementares detectam lesão relevante. A TC oferece visão ampla de vasos, vias aéreas - e, associada à angiotomografia, define conduta.
Análise das alternativas incorretas:
A) Exploração cirúrgica imediata: Realizada apenas em instabilidade hemodinâmica, sangramento ativo, hematoma expansivo, ou sinais de comprometimento de vias aéreas. No caso, não há critérios para cirurgia imediata.
B) Tratamento expectante e observação do hematoma: Apenas observar, sem exames, pode atrasar o diagnóstico de lesões vasculares ou aerodigestivas latentes, colocando o paciente em risco. A avaliação por imagem é mandatória.
D) Angiografia: Embora detalhada, é invasiva e reservada para lesões identificadas à TC ou em casos de dúvida após exames não invasivos. Não é rotina na triagem inicial de estáveis.
E) Ultrassonografia: Limitada para estruturas profundas e para avaliação do trato aerodigestivo. Útil em triagem vascular superficial, mas insuficiente para quadros completos de trauma cervical penetrante.
Dica de prova: Atenção a expressões como “hemodinamicamente estável” e ausência de sinais graves – isso direciona para investigação por imagem antes da cirurgia. Observe também termos como “hematoma moderado”, que não implica obrigatoriedade de intervenção imediata.
Resumo final: Pacientes estáveis com trauma cervical em zona II devem ser avaliados inicialmente por TC cervical. Essa abordagem reduz risco cirúrgico, é respaldada por diretrizes (CBC, UpToDate) e se alinha às melhores práticas assistenciais.
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