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Q1069755 Medicina
Acerca da doença aterosclerótica carotídea extracraniana, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Doença aterosclerótica carotídea extracraniana e prevenção de eventos cardiovasculares

A questão aborda a conduta frente à aterosclerose de carótidas, tendo como foco estratégias de prevenção primária de eventos neurológicos isquêmicos (ex: AVC).

Análise da alternativa correta (B):

B) O AAS não deve ser prescrito indiscriminadamente para prevenção primária a pacientes assintomáticos.

O uso indiscriminado de AAS (ácido acetilsalicílico) está desencorajado na prevenção primária, pois pode aumentar o risco de sangramentos sem redução significativa de eventos cardiovasculares. Conforme a USPSTF 2022, em pacientes com mais de 60 anos, não há benefício em iniciar AAS para prevenção primária, e a decisão em pessoas entre 40 e 59 anos deve ser individualizada (grau de recomendação D e C). Ou seja, não prescrever AAS de forma automática é conduta correta e alinhada às diretrizes.

Evidência: "O uso de AAS deve ser individualizado, levando em consideração fatores como risco cardiovascular e de sangramento." (USPSTF, 2022)

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Dupla antiagregação (AAS + Clopidogrel) não é recomendada rotineiramente para prevenção de eventos em doença carotídea, sendo reservada a casos específicos, como após procedimentos endovasculares ou curto período após sintomas de alto risco.

C) Errada. Anticoagulação só é indicada para prevenção de eventos neurológicos em portadores de arritmia (ex: fibrilação atrial). Em pacientes rítmicos, o benefício não justifica o risco de sangramento.

D) Errada. Anticoagulantes de ação direta (como rivaroxabana, apixabana) não são mais efetivos que AAS em pacientes sem arritmia. Seu uso é reservado principalmente para prevenção secundaria em fibrilação atrial ou trombose venosa profunda.

E) Errada. Não há evidências que sustentem superioridade do clopidogrel sobre o AAS em prevenção primária de eventos cerebrovasculares em pacientes assintomáticos. Estudos (CAPRIE, etc) focam em prevenção secundária, e mesmo nesses casos o benefício é modesto.

Dicas de prova:

Fique atento às recomendações atualizadas de grandes diretrizes (USPSTF, AHA/ASA) e à diferença entre prevenção primária e secundária. Pegadinhas comuns envolvem extrapolar condutas de alto risco para a população geral assintomática. Sempre questione a relação benefício/risco do AAS na prevenção primária!

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A alternativa correta é a B, que afirma que o AAS não deve ser prescrito indiscriminadamente para prevenção primária a pacientes assintomáticos. A aterosclerose carotídea extracraniana é uma doença que pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares e neurológicos, incluindo acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o uso de AAS como medida preventiva primária em pacientes assintomáticos ainda é controverso. Estudos recentes mostraram que o risco de eventos adversos associados ao uso de AAS pode superar os benefícios em alguns pacientes, como aqueles com baixo risco cardiovascular. Portanto, a prescrição de AAS deve ser individualizada e baseada na avaliação do risco cardiovascular de cada paciente.

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