O uso de fondaparinux no lugar de heparina de baixo peso mo...

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Q1674043 Medicina
Um paciente de 67 anos de idade, previamente hipertenso, diabético e com doença renal crônica estágio III, atualmente está internado, há cinco dias, em um hospital secundário aguardando cineangiocoronariografia depois de ter apresentado dor precordial em aperto, com irradiação para os membros superiores bilateralmente, associada a náuseas e dispneia, iniciada em repouso e com duração de cerca de duas horas, aliviada apenas na emergência após tratamento medicamentoso inicial. O eletrocardiograma do paciente, na admissão, demonstrava ritmo sinusal, sem nenhuma alteração de onda P, complexo QRS, segmento ST ou onda T. A troponina T colhida com seis horas, 12 horas, 24 horas e 72 horas do início da dor, tendo valor de referência laboratorial < 0,01 mcg/mL, revelou os seguintes resultados: 0,02 mcg/mL; 0,5 mcg/mL; 1,5 mcg/mL; e 0,2 mcg/mL. O paciente ainda apresenta dor precordial de mesmas características aos mínimos esforços.


Em relação a esse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
O uso de fondaparinux no lugar de heparina de baixo peso molecular não seria adequado em razão da insuficiência renal do paciente e do maior risco de sangramento grave com fondaprinux.
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Tema central: Trata-se do manejo anticoagulante do paciente com síndrome coronariana aguda (SCA) sem supra de ST que possui doença renal crônica (DRC) estágio III. O foco é compreender quando o fondaparinux é uma alternativa segura frente às heparinas de baixo peso molecular (HBPM) nesta população.

Ao analisar o caso, o paciente apresenta risco aumentado de trombose (devido à SCA) e risco potencial de sangramento (decorrente da DRC). Nessas situações, a escolha do anticoagulante deve considerar especialmente a função renal e o perfil de segurança de cada droga.

Justificativa para o gabarito (E): A afirmação “o uso de fondaparinux no lugar de HBPM não seria adequado em razão da insuficiência renal e do maior risco de sangramento grave” está errada. Segundo a Diretriz Brasileira de Cardiologia – Anticoagulação em SCA sem supra de ST (2013), o fondaparinux é desejável em pacientes com maior risco de sangramento – exatamente aqueles idosos, DRC, baixos pesos – nos quais o risco de sangramento com HBPM pode ser elevado.

O fondaparinux é contraindicado apenas em clearance de creatinina < 20 mL/min. Em DRC estágio III (clearance 30-59), geralmente pode ser usado com monitorização, e sua incidência de sangramento é menor do que a das HBPM. Se houver DRC estágio V (diálise), opta-se pela heparina não fracionada. Portanto, neste caso (DRC III), o fondaparinux é opção mais segura, não aumentando o risco de sangramento e nem sendo contraindicado pela função renal, segundo o protocolo citado (seção “Anticoagulantes parenterais”).

Sobre a alternativa INCORRETA: O erro está em alegar que o risco de sangramento é mais alto com fondaparinux – é o contrário: essa droga costuma ser mais segura para sangramento em DRC (exceto depuração < 20) em comparação com HBPM.

Dica para provas: Sempre fique atento se a afirmação amplia ou restringe demais conceitos das diretrizes. Pegadinhas comuns envolvem generalizar contraindicações para todas as DRC ou considerar que todos os anticoagulantes têm o mesmo risco em todos os estágios.

Referências:

Diretriz Brasileira de Cardiologia – Anticoagulação em SCA sem supra de ST (2013), seção Anticoagulantes parenterais.

UpToDate – “Management of antithrombotic therapy in patients with acute coronary syndrome and chronic kidney disease”.

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A questão aborda um tópico de farmacologia clínica, especificamente sobre a escolha de anticoagulantes em pacientes com insuficiência renal. Fondaparinux é um anticoagulante que, como a heparina de baixo peso molecular, é utilizado para prevenir e tratar trombose venosa profunda e embolia pulmonar. No entanto, o fondaparinux é excretado principalmente pelos rins, o que pode aumentar o risco de sangramento em pacientes com insuficiência renal, como o paciente descrito no enunciado. Portanto, a proposição está correta: o uso de fondaparinux no lugar de heparina de baixo peso molecular não seria adequado devido à insuficiência renal do paciente e ao maior risco de sangramento com o uso de fondaparinux. Além disso, as diretrizes atuais recomendam cautela com o uso de fondaparinux em pacientes com clearance de creatinina abaixo de 30 ml/min. Portanto, no caso de pacientes com doença renal crônica estágio III ou superior, a heparina de baixo peso molecular é geralmente preferida.

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