O uso de fondaparinux no lugar de heparina de baixo peso mo...
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Tema central: Trata-se do manejo anticoagulante do paciente com síndrome coronariana aguda (SCA) sem supra de ST que possui doença renal crônica (DRC) estágio III. O foco é compreender quando o fondaparinux é uma alternativa segura frente às heparinas de baixo peso molecular (HBPM) nesta população.
Ao analisar o caso, o paciente apresenta risco aumentado de trombose (devido à SCA) e risco potencial de sangramento (decorrente da DRC). Nessas situações, a escolha do anticoagulante deve considerar especialmente a função renal e o perfil de segurança de cada droga.
Justificativa para o gabarito (E): A afirmação “o uso de fondaparinux no lugar de HBPM não seria adequado em razão da insuficiência renal e do maior risco de sangramento grave” está errada. Segundo a Diretriz Brasileira de Cardiologia – Anticoagulação em SCA sem supra de ST (2013), o fondaparinux é desejável em pacientes com maior risco de sangramento – exatamente aqueles idosos, DRC, baixos pesos – nos quais o risco de sangramento com HBPM pode ser elevado.
O fondaparinux é contraindicado apenas em clearance de creatinina < 20 mL/min. Em DRC estágio III (clearance 30-59), geralmente pode ser usado com monitorização, e sua incidência de sangramento é menor do que a das HBPM. Se houver DRC estágio V (diálise), opta-se pela heparina não fracionada. Portanto, neste caso (DRC III), o fondaparinux é opção mais segura, não aumentando o risco de sangramento e nem sendo contraindicado pela função renal, segundo o protocolo citado (seção “Anticoagulantes parenterais”).
Sobre a alternativa INCORRETA: O erro está em alegar que o risco de sangramento é mais alto com fondaparinux – é o contrário: essa droga costuma ser mais segura para sangramento em DRC (exceto depuração < 20) em comparação com HBPM.
Dica para provas: Sempre fique atento se a afirmação amplia ou restringe demais conceitos das diretrizes. Pegadinhas comuns envolvem generalizar contraindicações para todas as DRC ou considerar que todos os anticoagulantes têm o mesmo risco em todos os estágios.
Referências:
Diretriz Brasileira de Cardiologia – Anticoagulação em SCA sem supra de ST (2013), seção Anticoagulantes parenterais.
UpToDate – “Management of antithrombotic therapy in patients with acute coronary syndrome and chronic kidney disease”.
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