Uma mulher de 35 anos de idade, na 27.ª semana de gestaç...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção de tratamento para a paciente.
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Tema central: A questão aborda a conduta terapêutica frente à trombose venosa profunda (TVP) aguda em gestante, enfatizando as escolhas seguras para mãe e feto.
A gestação, devido a fatores como estase venosa (compressão pelo útero), hipercoagulabilidade fisiológica e possível lesão endotelial, aumenta o risco de episódios tromboembólicos. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção de Tromboembolismo Venoso em Gestantes com Trombofilia, “as gestantes são 4 a 5 vezes mais propensas a desenvolver TEV do que as mulheres não grávidas”.
Justificativa da alternativa correta (A):
O tratamento padrão para TVP aguda na gestante é a heparina de baixo peso molecular (HBPM), preferencialmente administrada por via subcutânea, pois não atravessa a placenta e não oferece risco teratogênico. O uso deve ser mantido até o fim da gestação. Após o parto, pode-se optar pela anticoagulação oral com varfarina por mais 6 semanas (aproximadamente 45 dias), reduzindo o risco de recorrência no puerpério.
De acordo com o Ministério da Saúde: “A heparina de baixo peso molecular é segura e eficaz durante a gestação e deve ser mantida até o final da gravidez, sendo a anticoagulação continuada até 6 semanas após o parto.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Após HBPM/5-7 dias, propõe warfarina até o final da gestação, o que é contraindicado devido ao risco de malformações fetais (principalmente entre a 6ª e 12ª semana).
C) Novos anticoagulantes de ação direta (rivaroxabana, dabigatrana) não são indicados na gestação; faltam dados de segurança em gestantes e fetos.
D) Propõe heparinização endovenosa seguida de warfarina até o fim da gestação, mas a varfarina, repita-se, é tóxica para o feto e proibida em grávidas.
E) Fibrinólise sistêmica está reservada para casos de TVP com risco de vida iminente ou embolia pulmonar maciça. Para TVP não complicada em membro isolado, não é indicação.
Pegadinhas: Fique atento ao uso de anticoagulantes orais na gestação (exceto no puerpério), ao termo “ambulatorial” para drogas ainda não aprovadas em grávidas e a indicações exageradas de fibrinólise.
Resumo prático: Prefira HBPM na gestante com TVP. Anticoagulação oral (warfarina) só após o parto. Conduta respaldada em diretrizes nacionais, literatura de referência (Goldman, Cardiologia, e Harrison Medicina Interna) e disponível em UpToDate.
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