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Q2602647 Medicina
Ao se diagnosticar um Transtorno Depressivo em pacientes idosos, a escolha do fármaco para tratamento deve ser baseada no perfil dos sintomas, nas características dos efeitos colaterais e na interação com outras substâncias que já estão em uso pelo paciente. Em casos de tratamento da depressão em idosos, os fármacos mais utilizados, considerando-se a menor incidência de efeitos colaterais, são:
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Tema central: escolha do antidepressivo em idosos priorizando menor carga anticolinérgica, menor risco cardiovascular, menos sedação/quedas e menos interações. De modo geral, os ISRS são primeira linha em geriatria.

Alternativa correta: B — Citalopram, Escitalopram, Paroxetina e Sertralina.

Justificativa: ISRS apresentam melhor perfil de segurança em idosos quando comparados a tricíclicos e antipsicóticos: menor anticolinergia, menor hipotensão ortostática e menor cardiotoxicidade. Entre eles, sertralina, citalopram e escitalopram costumam ser os mais preferidos. A paroxetina tem maior efeito anticolinérgico e inibição de CYP2D6, sendo menos desejável, mas ainda integra a classe dos ISRS, justificando a alternativa baseada em classe. Diretrizes e revisões (UpToDate 2024; NICE NG222; APA; Critérios de Beers 2023) recomendam ISRS como primeira linha em idosos, com monitorização de hiponatremia e, para citalopram, atenção ao QTc (limite de 20 mg/dia em ≥60 anos).

Pegadinha importante: a presença de paroxetina pode confundir, pois os Critérios de Beers a listam como potencialmente inapropriada por anticolinergia. Em prova, priorize a classe com melhor segurança (ISRS) versus opções contendo tricíclicos ou antipsicóticos. Na prática clínica, prefira sertralina, escitalopram ou citalopram.

Análise das incorretas:

A) Nortriptilina e Quetiapina. Nortriptilina é tricíclico: anticolinérgico (retenção urinária, constipação, delirium), hipotensão ortostática e risco de condução cardíaca; não é primeira linha em idosos. Quetiapina é antipsicótico atípico, associada a sedação, hipotensão, quedas e eventos metabólicos; reserva-se para casos específicos (psicose, bipolaridade) ou como augmentação, não como fármaco “mais utilizado” para depressão inicial.

C) Escitalopram e Quetiapina. Inclui um ISRS adequado, mas adiciona quetiapina, que não é de primeira linha para depressão unipolar em idosos e aumenta riscos de sedação/quedas.

D) Citalopram, Escitalopram e Amitriptilina. Amitriptilina é o tricíclico mais anticolinérgico; consta nos Critérios de Beers como a evitar em idosos. Eleva risco de confusão, constipação, retenção urinária, queda e arritmias; portanto, essa combinação não reflete “menor incidência de efeitos colaterais”.

Dicas práticas para a prova: 1) Procure opções com apenas ISRS. 2) Evite tricíclicos (especialmente amitriptilina) e antipsicóticos como monoterapia. 3) Em idosos, “start low, go slow”: iniciar com metade da dose usual e monitorar sódio em 1–2 semanas; se usar citalopram, considerar ECG e limites de dose.

Referências rápidas: UpToDate (Depression in older adults – treatment), NICE NG222, APA Practice Guideline for MDD, Critérios de Beers 2023.

Gabarito: B

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