A utilização de espironolactona está contraindicada em caso...

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Q1674034 Medicina
Uma paciente de 39 anos de idade, natural, residente e procedente de Florianópolis (SC), em consulta de puerpério do terceiro filho, relata início, há cinco dias, de dispneia aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores simétricos progressivos. Não apresentava nenhuma comorbidade, história familiar de cardiopatia ou sintomas cardiovasculares antes da gestação, mas manifestou hipertensão gestacional na segunda gravidez. Nega tabagismo e uso de bebidas alcoólicas. Ao exame físico, constatam-se FC = 98 bpm, FR = 24 irpm, SatO2 = 94%, com crepitações pulmonares em terços inferiores de campos pulmonares, turgência jugular, ritmo cardíaco regular com presença de B3 e ausência de sopros.


A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
A utilização de espironolactona está contraindicada em caso de essa paciente optar por manter a lactação, se o recém-nascido for do sexo masculino.
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Comentário do Gabarito

Tema central: Abordamos aqui o manejo medicamentoso na insuficiência cardíaca no puerpério e a segurança do uso da espironolactona durante a amamentação.

Análise do caso clínico: O caso descreve uma puérpera jovem sem cardiopatia prévia que desenvolve sintomas claros de insuficiência cardíaca (dispneia, ortopneia, dispneia paroxística noturna, edema, crepitações, B3 e turgência jugular), típico de uma miocardiopatia periparto. Nestes casos, entre as opções terapêuticas estão os diuréticos (inclusive espironolactona), vasodilatadores e betabloqueadores.

Enunciado: A questão afirma que o uso de espironolactona é contraindicado se o lactente for do sexo masculino.

Justificativa da alternativa correta ("E" - Errado):

De acordo com o “Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias – 2ª edição” do Ministério da Saúde, página 91: “Espironolactona – Uso compatível com a amamentação.” Não existe restrição quanto ao sexo do recém-nascido. Embora a espironolactona tenha leve efeito antiandrogênico, não há evidências de risco à saúde ou ao desenvolvimento hormonal do lactente do sexo masculino nas doses empregadas em clínica.

Referências reconhecidas, como o UpToDate e o Harrison’s, concordam: pequenas quantidades do fármaco e metabólitos são excretadas no leite, sem danos clínicos observados.

Análise crítica da alternativa incorreta ("C" - Certo): A marcação “Certo” implicaria contraindicação do uso da espironolactona em lactantes do sexo masculino. No entanto, essa restrição não existe em nenhuma diretriz ou protocolo oficial. Essa é uma pegadinha comum em concursos, tentando confundir pela propriedade antiandrogênica do medicamento.

Dica para provas: Sempre que houver menção a restrições específicas de fármacos na amamentação, busque apoio em diretrizes nacionais ou em bases de consulta de medicamentos na lactação. Termos absolutos (“sempre”, “nunca”, “em todo caso”) exigem atenção pois costumam indicar pegadinhas.

De modo objetivo, o uso da espironolactona é permitido durante a amamentação independentemente do sexo do lactente.

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Comentários

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A afirmação está errada. A espironolactona é um medicamento diurético que pode ser usado para tratar edema e outros sintomas de insuficiência cardíaca, como descritos no caso acima. No entanto, não há uma contraindicação específica para o uso de espironolactona em mulheres que estão amamentando, independentemente do sexo do bebê. É importante notar que todos os medicamentos têm potenciais efeitos colaterais e riscos, e esses devem ser discutidos entre o médico e o paciente. Em geral, os benefícios do tratamento para a mãe devem ser pesados em relação aos possíveis riscos para o bebê. A espironolactona é excretada no leite materno e, embora haja relatos de possíveis efeitos colaterais em neonatos, como ginecomastia, estes são raros. Portanto, o sexo do bebê não é uma contraindicação para o uso de espironolactona em uma mulher que está amamentando.

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