É um possível critério diagnóstico para Demência Frontotemp...

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Q2602637 Medicina
É um possível critério diagnóstico para Demência Frontotemporal (variante comportamental)
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Tema central: A questão explora critérios diagnósticos da Demência Frontotemporal (DFT) na variante comportamental, cobrando conceitos relevantes para o diagnóstico diferencial entre síndromes demenciais em Geriatria.

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa C) hiperoralidade e alterações dos hábitos alimentares está correta de acordo com critérios reconhecidos internacionalmente (Rascovsky et al., 2011) e o consenso divulgado pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Segundo o protocolo (“Tabela 1”):
“(V) hiperoralidade e alterações alimentares (alteração de preferência alimentar, aumento no consumo de álcool ou cigarros, exploração oral de objetos)” é um dos seis critérios que, se presentes pelo menos três, tornam o diagnóstico de DFT variante comportamental possível. Estas alterações refletem lesão frontal, com descontrole dos impulsos alimentares e mudanças de padrão de consumo, frequentemente relatadas em pacientes com DFT. São exemplos: compulsão alimentar, predileção súbita por doces e exploração oral de objetos.

Análise das alternativas incorretas:

A) alucinação auditiva: Não representa critério diagnóstico da DFT. Alucinações auditivas são raras em DFT e muito mais associadas a doenças como Alzheimer (fase moderada/avançada), Parkinson ou quadros psiquiátricos.

B) alteração do sono: Embora possam existir distúrbios do sono em contextos de demências, não integram os critérios diagnósticos principais da DFT comportamental. A presença ou ausência desse sintoma não contribui para a definição clínica do quadro.

D) déficit em habilidades visuoespaciais: Pegadinha clássica! Este item normalmente se mantém preservado na DFT comportamental, diferentemente, por exemplo, da doença de Alzheimer, onde déficits visuoespaciais acontecem cedo. Nos critérios (item VI): “perfil neuropsicológico com déficits executivos e relativa preservação da memória episódica e das funções visuoespaciais”.

Estratégias de Prova:
Atenção às pegadinhas envolvendo sintomas comuns a outras demências. Em DFT, priorize sintomas comportamentais e de impulsividade (incluindo alterações alimentares) e lembre-se da preservação inicial das funções visuoespaciais e da memória episódica.

Evidência científica e Diretriz:
Segundo o documento da ABRAz: “Os itens mais sensíveis e específicos são: desinibição, apatia, perda de empatia, comportamentos compulsivos/ritualísticos, hiperoralidade/alterações alimentares”. (Tabela 1)

Esses pontos são essenciais para responder a questões semelhantes, identificando corretamente os critérios diagnósticos da DFT comportamental.

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