A realização de uma cineangiocoronariografia é necessária p...

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Q1674031 Medicina
Uma paciente de 39 anos de idade, natural, residente e procedente de Florianópolis (SC), em consulta de puerpério do terceiro filho, relata início, há cinco dias, de dispneia aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores simétricos progressivos. Não apresentava nenhuma comorbidade, história familiar de cardiopatia ou sintomas cardiovasculares antes da gestação, mas manifestou hipertensão gestacional na segunda gravidez. Nega tabagismo e uso de bebidas alcoólicas. Ao exame físico, constatam-se FC = 98 bpm, FR = 24 irpm, SatO2 = 94%, com crepitações pulmonares em terços inferiores de campos pulmonares, turgência jugular, ritmo cardíaco regular com presença de B3 e ausência de sopros.


A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
A realização de uma cineangiocoronariografia é necessária para o diagnóstico dessa paciente.
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Tema central: O caso aborda insuficiência cardíaca aguda no puerpério, com sintomas que sugerem fortemente cardiomiopatia periparto – condição rara, porém relevante no contexto obstétrico.

Análise clínica: Paciente jovem, sem comorbidades ou fatores de risco cardiovascular prévios, que apresenta dispneia progressiva, ortopneia, dispneia paroxística noturna, edema de membros inferiores, crepitações em bases pulmonares, turgência jugular e B3. A história de hipertensão gestacional aumenta o risco para esta complicação no fim da gestação ou pós-parto recente.

Justificativa da alternativa correta (“E”): A cineangiocoronariografia é exame invasivo, indicado principalmente para diagnóstico de doença arterial coronariana (DAC), angina estável ou aguda e para avaliação anatômica de lesões coronarianas. No contexto da cardiomiopatia periparto, estas situações não são prevalentes. O diagnóstico é eminentemente clínico-laboratorial: anamnese detalhada, exame físico e confirmação por ecocardiograma (posição central na investigação).

Diretriz oficial e evidência:

Segundo a I Diretriz de Avaliação Perioperatória (SBC) – seção Cineangiocoronariografia: “As indicações para realização de exame no contexto perioperatório são as mesmas da prática clínica, não devendo ser recomendada de forma rotineira na avaliação perioperatória.” Isso reforça que o exame não é obrigatório no diagnóstico de insuficiência cardíaca não isquêmica, como ocorre na cardiomiopatia periparto.

Estratégia para provas: Identifique se a questão pede obrigatoriedade de exame invasivo sem justificativa clínica compatível. Nestes casos, priorize métodos menos invasivos, seguindo o raciocínio epidemiológico, fisiopatológico e as diretrizes.

Resumo: A alternativa “E” (errado) está correta, pois a cineangiocoronariografia não é necessária para o diagnóstico da condição apresentada; o exame deve ser reservado para casos com suspeita de etiologia isquêmica relevante, não sugerida pelo quadro clínico descrito.

Mensagem final: Valorize o raciocínio clínico aliado à interpretação crítica de diretrizes. Isso é fundamental para resolver casos em concursos e na prática.

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A afirmação de que a realização de uma cineangiocoronariografia é necessária para o diagnóstico dessa paciente está incorreta. A cineangiocoronariografia é um exame usado para visualizar as artérias coronárias e ajudar no diagnóstico de doenças cardíacas, no entanto, não é necessariamente essencial neste caso clínico. Os sintomas apresentados pela paciente, como dispneia aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores simétricos progressivos, juntamente com uma história de hipertensão gestacional, são indicativos de insuficiência cardíaca congestiva pós-parto, também conhecida como cardiomiopatia periparto. A confirmação desse diagnóstico geralmente pode ser feita com exames não invasivos, como ecocardiograma e a radiografia de tórax. Portanto, a cineangiocoronariografia, um procedimento invasivo, não é necessariamente necessária neste caso.

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