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Q2602629 Medicina
A osteoporose é uma doença crônica caracterizada pela baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo. A presença desta morbidade acarreta alto risco de fratura e perda de qualidade de vida. No manejo diagnóstico e terapêutico da osteoporose no idoso deve-se 
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Tema central: abordagem diagnóstica e estratificação de risco na osteoporose do idoso. O foco é reconhecer ferramentas validadas (p.ex., FRAX) e indicações corretas de densitometria mineral óssea (DMO).

Alternativa correta: C – A ferramenta FRAX (2008), desenvolvida pelo grupo de Kanis no WHO Collaborating Centre, calcula a probabilidade em 10 anos de fratura osteoporótica maior (coluna clínica, quadril, antebraço, úmero) e de fratura de quadril, usando fatores clínicos com ou sem DMO do colo femoral. É recomendada por diretrizes internacionais (NOF, Endocrine Society, UpToDate) para guiar decisão terapêutica e triagem, sobretudo em idosos. Dica de prova: identifique “probabilidade em 10 anos” e os dois desfechos (maior e quadril), palavras-chave do FRAX.

Análise das incorretas

A) Radiografia de ossos longos não é exame de escolha para diagnóstico de osteoporose: só detecta perda óssea quando já houve >30–40% de desmineralização, sendo pouco sensível. Além disso, a proposição erra a fisiologia: a remodelação é mais rápida em osso trabecular (vértebras, colo femoral), não no cortical. Exame padrão-ouro para diagnóstico e acompanhamento é a DMO por DXA de coluna lombar e quadril (Harrison’s; UpToDate).

B) Osteoprotegerina (OPG) liga-se ao RANKL e inibe a diferenciação/atividade de osteoclastos (não de osteoblastos). A afirmação confunde as células e, além disso, dosagem de OPG não faz parte do manejo clínico rotineiro. Em terapêutica, quem mimetiza esse eixo é o denosumabe (anti-RANKL), indicado em casos selecionados (Endocrine Society, NOF).

D) Solicitar DMO para todas as mulheres ≥65 anos é adequado, independentemente de fatores de risco. Para homens, a maioria das diretrizes recomenda triagem a partir de ≥70 anos ou mais jovens com fatores de risco/FRAX elevado; não há consenso para fazê-la universalmente aos 75 sem considerar risco (NOF Clinician’s Guide; Endocrine Society; USPSTF aponta evidência insuficiente para triagem universal em homens). Portanto, a idade proposta para homens está desalinhada.

Como raciocinar na prova: desconfie de alternativas que proponham radiografia simples para “diagnóstico” de osteoporose e de enunciados que trocam osteoclasto por osteoblasto. Em triagem, fixe: DMO mulheres ≥65; em homens, regra geral ≥70 ou risco elevado.

Diagnóstico e conduta (resumo útil): Diagnóstico por DXA (T-score ≤ −2,5) ou fratura por fragilidade. Considerar tratamento quando T-score ≤ −2,5, fratura prévia ou FRAX elevado (p.ex., quadril ≥3% ou fratura maior ≥20%, conforme NOF), associado a medidas gerais: prevenção de quedas, cálcio/vitamina D, exercícios, e fármacos anti-reativos (bisfosfonatos como primeira linha).

Referências: NOF Clinician’s Guide; Endocrine Society Guideline on Osteoporosis; UpToDate (Osteoporosis in older adults); Harrison’s Principles of Internal Medicine; FRAX (University of Sheffield/WHO CC).

Gabarito: C

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