Mesmo na confirmação de uma etiologia autoimune para o quad...

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Q1674027 Medicina
Um paciente de 22 anos de idade, previamente hígido, chega ao pronto-socorro com quadro de dor precordial de início recente há um dia, em repouso, ventilatório-dependente, aliviada ao reclinar o tronco para a frente, sem relação com esforço físico, associada a episódio febril aferido de 37,9 ºC.


Com relação a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Mesmo na confirmação de uma etiologia autoimune para o quadro do paciente desse caso clínico, o uso de corticoesteroides sistêmicos em doses altas não seria a primeira opção de tratamento.
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Comentário da Questão – Pericardite Aguda e Corticosteroide

Tema central: O caso descreve um paciente jovem com dor precordial característica, alívio ao inclinar-se para frente e febre baixa, quadro clínico típico de pericardite aguda.

Análise Didática:
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, podendo ser viral, idiopática, bacteriana ou secundária a doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide, etc.). A dor precordial, ventilatório-dependente e o alívio ao sentar-se inclinado para frente são achados clássicos desse diagnóstico.

Conduta de primeira linha:
Conforme diretrizes da European Society of Cardiology (ESC, 2015) e do Ministério da Saúde, o tratamento inicial recomendado para pericardite aguda, mesmo de etiologia autoimune, é o uso de AINEs (ex: ibuprofeno, aspirina), sempre que não houver contraindicação, associados à colchicina, visando reduzir sintomas e prevenir recorrências.

Corticosteroides em altas doses não são primeira opção!
Além de não serem preferidos como terapia inicial, o uso de corticosteroides está relacionado a maior risco de recorrência da pericardite aguda, motivo pelo qual as diretrizes reservam seu uso a situações como:
- Contraindicação grave ao uso de AINEs/colchicina,
- Casos refratários ou evolutivos,
- Etiologias específicas (ex: pericardite por tuberculose ou doença autoimune grave refratária a medidas convencionais).

Isso está expresso na Diretriz da SBC/ESC: “Os corticosteroides devem ser evitados como terapia de primeira linha, salvo em situações específicas.” (SBC, Diretrizes para o Diagnóstico e Tratamento das Pericardites, p.18)

Justificativa do Gabarito:
A questão afirma que, mesmo em etiologia autoimune, corticosteroides em altas doses não são a primeira escolha. Isso está de acordo com as diretrizes atuais – portanto, a alternativa CERTA (C) deveria ser assinalada. O gabarito (“E”) está INCORRETO, pois contradiz o que preconizam os protocolos nacionais e internacionais atuais.

Análise Crítica de Estratégia:
Fique atento: questões de concurso frequentemente exigem conhecimento sobre FISIOPATOLOGIA, ABORDAGEM CLÍNICA E DIRETRIZES. Quando a banca menciona “mesmo tendo etiologia autoimune”, avalie se uma conduta especial realmente muda o protocolo geral – e, neste caso, a resposta é não.

Resumo: O tratamento inicial da pericardite aguda, independentemente da etiologia, privilegia AINEs e colchicina, reservando o corticoide para exceções bem definidas.

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A questão envolve uma situação clínica onde um paciente apresenta sintomas como dor precordial, ventilação dependente, alívio da dor ao reclinar para a frente, sem relação com esforço físico e associado à febre. Esses sintomas são característicos de pericardite, que é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. A pericardite pode ser causada por diversos fatores, incluindo infecções, doenças autoimunes e lesões. A afirmação propõe a não utilização de corticosteroides sistêmicos em doses altas como primeira opção de tratamento, mesmo na confirmação de uma etiologia autoimune. Isso está correto, pois a primeira linha de tratamento para pericardite, independentemente de sua causa, inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno. Corticosteroides, como a prednisona, são geralmente reservados para casos em que o tratamento com AINEs não foi eficaz, ou não é recomendado devido a outros problemas de saúde. Portanto, mesmo se a pericardite for causada por uma doença autoimune, corticosteroides em doses altas não seriam a primeira opção de tratamento.

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