Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (...

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Ano: 2023 Banca: CETAP Órgão: FASEPA Prova: CETAP - 2023 - FASEPA - Monitor |
Q2426937 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990

Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990 e suas alterações), marque a alternativa que complemente corretamente o trecho seguinte: "as entidades de atendimento responsáveis pelo planejamento e execução de programas de proteção e socioeducativos destinados a crianças e adolescentes e que:

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Comentário sobre a questão:

Tema central: A questão aborda as entidades de atendimento previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), focando nos princípios que regem os programas de acolhimento familiar e institucional, com ênfase na integração em família substituta quando esgotadas as possibilidades de manutenção na família natural ou extensa.

Fundamentação legal:
ECA, Art. 92, inciso II: “As entidades que desenvolvam programas de acolhimento familiar ou institucional deverão adotar os seguintes princípios: II - integração em família substituta, quando esgotados os recursos de manutenção na família natural ou extensa.”

Exemplo prático:
Imagine uma criança acolhida institucionalmente porque seus pais não podem garantir seu cuidado. Só após toda a família extensa (avós, tios) ser consultada e não apresentar condições de cuidar, a entidade parte para a busca de uma família substituta, como a adoção ou guarda.

Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C traz o texto literal do ECA. Ela ressalta a necessidade de esgotamento dos recursos de manutenção na família de origem antes de promover a integração da criança/adolescente em família substituta.
Segundo a doutrina, Maria Helena Diniz reafirma que a proteção integral exige, como prioridade, tentar manter a criança no seu núcleo familiar, antes de recorrer à substituição familiar.

Análise das alternativas incorretas:

A: Erro conceitual — registro é obrigatório no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, não no Conselho Tutelar.
B: Incorreta ao restringir programas de internação apenas ao âmbito estadual e apenas a entidades governamentais. O ECA permite programas estaduais, federais e municipais.
D: Inadequada. Acolhimento institucional pode se dar em situação de emergência, com comunicação imediata à autoridade, conforme o art. 93, §1º, ECA.
E: Parcialmente correta, mas incompleta e menos precisa que a alternativa C, além de não abordar os programas não governamentais (que também existem, sob condições).

Dica de prova: Atenção a expressões absolutas (“somente...”, “em hipótese alguma...”), pois o ECA prevê exceções.

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Comentários

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Gabarito C: artigo 92 do ECA, inciso II - integração em família substituta, quando esgotados os recursos de manutenção na família natural ou extensa; 

...

A: Art. 91. As entidades não-governamentais somente poderão funcionar depois de registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o qual comunicará o registro ao Conselho Tutelar e à autoridade judiciária da respectiva localidade.

B e E: O art. 94, §º1, diz que: "§ 1 Aplicam-se, no que couber, as obrigações constantes deste artigo às entidades que mantêm programas de acolhimento institucional e familiar", portanto me leva a crer que pode ser não governamental. Mas quanto à titularidade do Estado, diz a SINASE (lei 12594): Art. 4º Compete aos Estados: III - criar, desenvolver e manter programas para a execução das medidas socioeducativas de semiliberdade e internação; e regra de transição do Art. 84. Os programas de internação e semiliberdade sob a responsabilidade dos Municípios serão, obrigatoriamente, transferidos para o Poder Executivo do respectivo Estado no prazo máximo de 1 (um) ano a partir da publicação desta Lei e de acordo com a política de oferta dos programas aqui definidos.

C: gab,

D: Art. 93. As entidades que mantenham programa de acolhimento institucional poderão, em caráter excepcional e de urgência, acolher crianças e adolescentes sem prévia determinação da autoridade competente, fazendo comunicação do fato em até 24 (vinte e quatro) horas ao Juiz da Infância e da Juventude, sob pena de responsabilidade.

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