No momento, deve-se indicar revascularização miocárdica a e...
Gabarito comentado
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Gabarito comentado: Errado (E)
Tema central: Indicações de revascularização miocárdica em doença arterial coronariana estável. É fundamental saber quando a revascularização (cirurgia ou angioplastia) traz benefício prognóstico e quando o tratamento clínico otimizado é preferível.
Análise do caso:
O paciente, diabético e hipertenso, apresentou angina aos esforços, mas tornou-se assintomático com tratamento medicamentoso (AAS, estatina, betabloqueador). A cineangiocoronariografia mostrou:
- Lesão de 90% na coronária direita (CD) proximal.
- Lesão intermediária (40%) em DA distal.
- Fração de ejeção de VE preservada (60%).
Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2021) e do ESC/ACC/AHA:
“A revascularização coronariana melhora prognóstico em pacientes com lesão significativa do tronco de coronária esquerda, doença de três vasos com disfunção ventricular ou isquemia extensa, ou dois vasos envolvendo a DA proximal.”
Este paciente não apresenta nenhum desses critérios: possui lesão significativa em um único vaso (CD), sem envolvimento do tronco ou DA proximal, e está assintomático com FEVE normal e sintomas controlados.
Justificativa da resposta:
Indicar revascularização agora NÃO é recomendado, pois o prognóstico não se altera em relação ao tratamento clínico otimizado — evidências como o estudo COURAGE (NEJM, 2007) e ISCHEMIA (NEJM, 2020) comprovam que, em casos como esse, a estratégia clínica é tão eficaz quanto a revascularização para evitar infarto e morte cardíaca em longo prazo.
“Não há necessidade de revascularizar paciente assintomático com tratamento clínico vigente, lesão de 1 vaso, sem envolvimento de DA proximal ou tronco.” — Manual de Doenças Cardiovasculares, Brener & Lemos, p. 289.
Estratégia em provas: Fique atento aos critérios clássicos das diretrizes! Pegadinhas comuns envolvem supor que qualquer lesão coronária severa exige intervenção. Reforço: nem toda lesão grave indica revascularização, principalmente em pacientes assintomáticos com FE preservada.
Resumo: Neste caso, o correto é manter o paciente em tratamento clínico otimizado.
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