A rosuvastatina do paciente deve ser trocada por um fibrato...
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Gabarito: E (Errado)
Tema central: O foco desta questão é o tratamento da dislipidemia em paciente com alto risco cardiovascular, abordando o manejo dos níveis de triglicerídeos frente ao uso de estatinas.
Justificativa para a alternativa correta:
Segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, as estatinas permanecem como a estratégia central na prevenção de eventos cardiovasculares, principalmente em pacientes diabéticos, hipertensos e com doença coronariana documentada – como no caso apresentado.
A diretriz destaca: "Os fibratos são indicados no tratamento da hipertrigliceridemia endógena quando houver falha das medidas não farmacológicas ou quando esta for muito elevada (>500 mg/dL)". Neste cenário, o paciente apresenta triglicerídeos de 315 mg/dL (aumentados, porém abaixo do limiar que indica fibrato), e o LDL-C está bem controlado (42 mg/dL), o que reflete o efeito desejado com o uso da estatina.
Trocar a rosuvastatina por um fibrato não é recomendado, pois:
- Estatinas reduzem comprovadamente risco cardiovascular global.
- Fibratos só são indicados quando triglicerídeos são muito elevados (>500 mg/dL), devido ao risco de pancreatite.
- Trocar a estatina aumentaria o risco de eventos coronarianos ao perder o benefício sobre o LDL-C.
Alternativa incorreta – análise crítica:
A proposta de troca se baseia exclusivamente nos níveis elevados de triglicerídeos, desconsiderando que o principal determinante de risco para eventos cardiovasculares, sobretudo em coronariopatas, é o LDL-C, e não o triglicérides isoladamente. Ainda, com LDL-C já significativamente controlado, descontinuar a estatina é conduta inadequada.
Pontos-chave para provas:
- Cuidado com pegadinhas: Muitos candidatos são levados a crer que triglicerídeos elevados sempre indicam fibrato — lembre-se do limiar de 500 mg/dL.
- Foco no paciente coronariopata: Priorize sempre o controle de LDL-C, salvo situações extraordinárias (pancreatite, TG muito elevado).
Protocolos e normativas: O Ministério da Saúde e as diretrizes da SBC alinham-se neste sentido: a redução intensa do LDL-C com estatina é fundamental em prevenção secundária.
Resumo prático: O tratamento atual está correto, e o paciente deve manter a rosuvastatina. Apenas oriente controle dietético e de hábitos para melhorar triglicérides; fibratos são exceção, não regra.
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