Em relação às fraturas do anel pélvico do adulto, assinale ...
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Tema central: As fraturas do anel pélvico são lesões potencialmente graves, frequentemente associadas a traumas de alta energia e risco elevado de sangramento significativo e lesões viscerais adjacentes, como uretra, bexiga, reto e estruturas perineais. O correto reconhecimento do padrão da fratura, sua estabilidade e possíveis associações com lesões de partes moles é essencial para o manejo adequado.
Justificativa da alternativa correta (E): A alternativa E está correta ao afirmar que fraturas expostas do anel pélvico, tipo 3 de Jones, têm lesão perineal/retal associada e são instáveis biomecanicamente. Ainda que a classificação de Jones não seja padronizada nos principais manuais, é consenso que fraturas com lesão de partes moles graves, como o reto ou períneo, apresentam alto risco infeccioso e instabilidade mecânica. Tal situação exige tratamento multidisciplinar e abordagem cirúrgica muitas vezes para controle de danos e prevenção de complicações infecciosas e hemorrágicas.
Alternativas incorretas, análise crítica:
A) Afirma instabilidade rotacional e estabilidade vertical para tipo 1 de Jones, informação não confirmada nas principais classificações reconhecidas (ATLS, Young-Burgess e Tile). Não adota conceitos universais e pode induzir ao erro pelo uso incorreto dos termos biomecânicos.
B) Sugere relação inerente entre tipo 2 de Jones e lesão retal/perineal. Não existe essa padronização e, didaticamente, pode confundir sobre a gradação de gravidade entre os tipos.
C) Afirma que o desvio intestinal é sempre necessário, o que está errado. Segundo protocolos cirúrgicos (Atualização em Trauma do Ministério da Saúde, 2019), a colostomia só é indicada se houver lesão retal/perineal grave ou contaminação significativa. A conduta deve ser individualizada.
D) A compressão lateral tipo 2 de Young & Burgess envolve fratura dos ramos púbicos e fratura “crescente” da asa do ilíaco, mas não resulta em lesão em “livro-aberto”, característica da compressão anteroposterior. O mecanismo “livro-aberto” é um marcador de instabilidade rotacional e ocorre em outro grupo de lesões pélvicas.
Dicas de prova: Atenção às classificações utilizadas (existe risco de pegar classificações pouco usuais). Cuidado com palavras como "sempre", "nunca", ou associações automáticas entre tipos de lesão e condutas, frequentes em pegadinhas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT): “O manejo de fratura exposta pélvica com lesões de partes moles exige abordagem agressiva, estabilização precoce do anel pélvico, controle de contaminação e, sempre que necessário, colostomia.”
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