Paciente do sexo masculino, 32 anos de idade, vítima de cap...
Considerando o caso clínico apresentado, julgue o item seguinte.
O provável e principal mecanismo de trauma para essa lesão foi uma compressão lateral.
Gabarito comentado
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Tema central: traumatismo do anel pélvico e correlação entre mecanismo de trauma e padrão radiográfico. Na classificação de Young–Burgess, forças em compressão anteroposterior (APC) geram a lesão “open-book” com diástase da sínfise púbica; já a compressão lateral (LC) tende a fechar a pelve, com fraturas dos ramos púbicos e compressão sacral.
Gabarito: E (errado).
Justificativa da alternativa correta (E): A disjunção da sínfise púbica > 3 cm é altamente sugestiva de APC tipo II/III (“open-book”), com ruptura do ligamento anterior e instabilidade rotacional, podendo haver lesão ligamentar posterior. O mecanismo típico é força anteroposterior (ex.: colisão frontal, motocicleta), não compressão lateral. Em LC, o padrão comum é estreitamento do anel, fraturas dos ramos púbicos e fratura por compressão do sacro, não diástase marcada da sínfise. Assim, atribuir a lesão a “compressão lateral” está incorreto.
Pegadinha da questão: “Mobilidade anormal à compressão lateral da bacia” é um teste físico que sugere instabilidade, mas não define o mecanismo. O achado decisivo é a diástase da sínfise > 2,5–3 cm, que aponta para APC.
Análise das alternativas:
- C (certo) – Incorreta. Contraria o padrão radiográfico clássico. LC tende a “fechar” a pelve; não explica a diástase ampla da sínfise.
- E (errado) – Correta. A afirmação do item é falsa porque o mecanismo provável é APC, não compressão lateral.
Raciocínio diagnóstico útil em prova:
- APC (open-book): diástase da sínfise, aumento do diâmetro pélvico, instabilidade rotacional; risco de choque por sangramento venoso/pélvico.
- LC: encurtamento/fechamento da pelve, fraturas dos ramos púbicos e sacrais por compressão; simfise geralmente não alarga.
Conduta (resumo para fixação): Em suspeita de APC com instabilidade/hemodinâmica comprometida: faixa pélvica precoce para reduzir volume, reposição volêmica, considerar fixação externa e/ou parafusos SI, e embolização quando necessário. Avaliar uretra bexiga (risco aumenta em diástase), embora neste caso não haja sinais clínicos.
Referências rápidas: ATLS 10ª ed.; UpToDate – Pelvic ring injuries in adults; AO/OTA e Young–Burgess (classificação de mecanismos); Rockwood and Green’s Fractures in Adults.
Estratégia de prova: viu “diástase da sínfise > 2,5–3 cm” = pense em APC/open-book. Evite confundir o nome do teste físico (compressão lateral) com o mecanismo do trauma.
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