O trecho a seguir contextualiza a questão. Durante o aten...

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Q2368620 Medicina
O trecho a seguir contextualiza a questão.

Durante o atendimento de determinado paciente com suspeita de Acidente Vascular Encefálico (AVE), deve-se avaliar o início preciso das manifestações neurológicas e seu curso. O deficit neurológico focal de instalação súbita indica a possibilidade de AVE.


Nos pacientes com o diagnóstico de AVE isquêmico e indicação de trombólise, inicialmente, devem ser excluídos aqueles que apresentem alguma contraindicação ao procedimento. De acordo com as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo, do Ministério da Saúde, são consideradas contraindicações à trombólise, EXCETO: 
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Tema central: contraindicações à trombólise no AVC isquêmico agudo. Em provas, diferencie o que impede trombólise do que apenas exige cautela. Base: PCDT AVC Isquêmico Agudo – Ministério da Saúde e diretrizes AHA/ASA.

Alternativa correta: A – Uso de antiagregante plaquetário. O uso prévio de AAS ou clopidogrel não contraindica trombólise IV (alteplase/tenecteplase), desde que os demais critérios sejam atendidos (TC sem sangramento, tempo adequado, PA controlada, etc.). Evidências e diretrizes mostram segurança aceitável com antiagregantes isolados. Atenção à pegadinha: antiagregante ≠ anticoagulante (estes, sim, costumam contraindicar se INR > 1,7 ou uso recente de DOAC sem comprovação laboratorial de ausência de efeito).

Por que as demais estão incorretas (são contraindicações):

B – Histórico de hemorragia intracraniana. Contraindicação clássica (geralmente absoluta). Aumenta substancialmente o risco de hemorragia sintomática pós-trombólise. Diretrizes do Ministério da Saúde e AHA/ASA mantêm essa restrição.

C – Cirurgia de grande porte nos últimos 14 dias. Listada como contraindicação (em muitos protocolos, ao menos relativa) pelo risco de sangramento em sítio operatório, sobretudo se não compressível. Em prova, quando não há distinção entre absoluta/relativa, considere como contraindicação à trombólise, salvo especificação em contrário no enunciado.

D – Resolução completa imediata do déficit ou área hipodensa precoce > 1/3 do território da ACM. Déficit resolvido ou “não incapacitante” implica ausência de benefício líquido e maior risco hemorrágico relativo. Extensas alterações precoces na TC (>1/3 da ACM) associam-se a alto risco de transformação hemorrágica após rt-PA; por isso, contraindicadas nos protocolos (PCDT e AHA/ASA).

Estrategia para a prova: - Destaque mentalmente “EXCETO”. - Lembre: antiagregante pode; anticoagulante geralmente não (INR>1,7, DOAC recente). - Na TC, evite trombólise se houver sangramento ou sinais extensos de isquemia precoce (>1/3 ACM). - Confirme critérios básicos: tempo de início, PA ≤185/110 após controle, glicemia não muito baixa (<50 mg/dL contraindica), plaquetas ≥100.000/mm³.

Referências rápidas: PCDT Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo – Ministério da Saúde; AHA/ASA Guidelines for Early Management of Acute Ischemic Stroke; UpToDate; Harrison’s.

Resumo-final: Antiagregante isolado não impede trombólise; hemorragia intracraniana prévia, grande cirurgia recente e sinais extensos de isquemia ou melhora completa imediata são contraindicações conforme diretrizes.

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A trombólise é um tratamento utilizado para dissolver coágulos sanguíneos que estão obstruindo vasos sanguíneos no cérebro durante um Acidente Vascular Encefálico isquêmico. O procedimento pode ser extremamente benéfico para esses pacientes, desde que não existam contraindicações que possam aumentar os riscos de complicações, como hemorragia. Alternativas B, C e D listam condições que são reconhecidas como contraindicações para a trombólise: um histórico de hemorragia intracraniana (B) aumenta o risco de uma nova hemorragia; uma cirurgia de grande porte recente (C) pode ser um fator de risco para sangramentos em locais da operação; e uma área de hipodensidade extensa na tomografia (D) indica um infarto cerebral já estabelecido, aumentando o risco de hemorragia cerebral após a trombólise. Por outro lado, o uso de antiagregante plaquetário (A), embora aumente o risco de sangramento, não é uma contraindicação absoluta para a realização da trombólise e, portanto, é a resposta correta. Em alguns casos, o benefício potencial de restaurar o fluxo sanguíneo pode superar o risco aumentado de hemorragia decorrente do uso desses medicamentos. A resposta A é correta porque o uso de antiagregantes plaquetários por si só não exclui o paciente de ser candidato à trombólise.

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