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Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: SES-DF Prova: IBFC - 2022 - SES-DF - Médico - Geriatria |
Q1940890 Medicina
Durante consulta de rotina de mulher com 69 anos é constatado gânglio de seis (6) cm de diâmetro em axila esquerda. Ela realizou mamografia há 1 mês com resultado normal. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta. 
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Tema central da questão: A questão aborda a conduta médica diante de um achado de um gânglio linfático aumentado na axila de uma paciente idosa, considerando que uma mamografia recente não revelou anormalidades. Neste contexto, é importante entender a abordagem diagnóstica para linfadenopatia em pacientes geriátricos.

Justificativa para a alternativa correta (A - Realizar biópsia do gânglio): A presença de um gânglio linfático de seis centímetros é significativa e requer uma investigação mais aprofundada, pois pode ser indicativa de malignidade ou outra condição séria. Mesmo com uma mamografia normal, a biópsia do gânglio é a conduta correta para avaliar a causa do aumento e excluir uma neoplasia oculta ou outras patologias. De acordo com diretrizes clínicas, um gânglio com mais de dois centímetros, especialmente em adultos mais velhos, justifica uma biópsia para diagnóstico histopatológico.

Análise das alternativas incorretas:

B - Repetir exame físico em 3 meses: Esta abordagem é inadequada, pois adiar a investigação pode atrasar o diagnóstico de uma condição potencialmente grave. A espera prolongada sem diagnóstico pode comprometer o prognóstico caso a causa seja maligna.

C - Realizar linfoadenografia: A linfoadenografia não é uma ferramenta diagnóstica padrão para linfadenopatias isoladas e não proporcionaria um diagnóstico definitivo. O exame histopatológico é necessário para determinar a natureza do aumento.

D - Repetir mamografia em 3 meses: Repetir a mamografia não é prioritário, pois a origem do gânglio aumentado pode não ser mamária. Além disso, a mamografia recente foi normal, e o foco deve ser a avaliação direta do gânglio.

E - Reavaliar em 6 meses: Semelhante à alternativa B, a reavaliação tardia sem investigação ativa pode piorar o manejo, especialmente se uma condição maligna estiver presente.

Para consolidar o raciocínio clínico, é essencial lembrar que a detecção precoce e o diagnóstico preciso são cruciais na medicina geriátrica, onde a apresentação de doenças pode ser atípica e o tempo é um fator crítico.

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A conduta correta é realizar biópsia do gânglio (alternativa A). O aparecimento de um gânglio axilar palpável em uma mulher acima de 50 anos pode ser um sinal de malignidade, mesmo que a mamografia seja normal. É importante identificar a causa do aumento do gânglio para determinar a melhor conduta para o caso. A biópsia é o exame mais indicado para avaliar a natureza do gânglio e decidir o tratamento adequado. A repetição dos exames físicos e de imagem em um curto período de tempo pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento, caso haja necessidade. A linfoadenografia é um exame invasivo e menos indicado para este caso.

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