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Mulher de 72 anos, tabagista de 60 maços-ano, procurou a eme...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico/Plantão Geral |
Q4039372 Medicina
Mulher de 72 anos, tabagista de 60 maços-ano, procurou a emergência por dispneia intensa e súbita. Ao exame, apresentava hipotensão arterial refratária à ressuscitação volêmica, murmúrio vesicular reduzido, hipertimpanismo em hemitórax direito e turgência jugular patológica. A conduta inicial mais adequada é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o reconhecimento clínico de pneumotórax hipertensivo como causa de choque obstrutivo: dispneia súbita, hipotensão refratária a volume, turgência jugular, murmúrio vesicular reduzido unilateral e hipertimpanismo à direita exigem descompressão torácica imediata, sem aguardar exames, o que corresponde à punção com agulha grossa no 2º espaço intercostal.

Tema central: Pneumotórax hipertensivo
Análise das alternativas
A
Errada
Pericardiocentese trata tamponamento cardíaco, que também pode cursar com hipotensão e turgência jugular, mas não explica os achados pulmonares unilaterais do caso. Hipertimpanismo e redução do murmúrio vesicular em hemitórax direito apontam para pneumotórax hipertensivo, não para derrame pericárdico.
B
Errada
Punção venosa profunda e noradrenalina podem ser medidas de suporte em choque, mas não corrigem o mecanismo obstrutivo do pneumotórax hipertensivo. O problema central é mecânico, por aumento da pressão pleural com redução do retorno venoso; sem descompressão, volume e vasopressor são insuficientes e ainda atrasam a medida salvadora.
C
Errada
Intubação orotraqueal e ventilação mecânica antes da descompressão são inadequadas nesse cenário porque a pressão positiva pode aumentar ainda mais a pressão intratorácica, agravar o pneumotórax hipertensivo e precipitar piora hemodinâmica ou parada. Em presença desse diagnóstico clínico, a descompressão deve vir primeiro.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a paciente tem quadro clínico típico de pneumotórax hipertensivo à direita com instabilidade hemodinâmica. Nesse contexto, o aumento da pressão intrapleural colapsa o pulmão ipsilateral, comprime estruturas intratorácicas e reduz o retorno venoso, produzindo choque obstrutivo. A medida inicial salvadora é aliviar imediatamente essa pressão por descompressão pleural no lado acometido.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre choque obstrutivo por tamponamento e por pneumotórax hipertensivo: a turgência jugular e a hipotensão podem lembrar tamponamento, mas o hipertimpanismo e a assimetria do murmúrio vesicular fecham o raciocínio para pneumotórax hipertensivo.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente instável, dispneia súbita associada a murmúrio vesicular reduzido unilateral e hipertimpanismo define pneumotórax hipertensivo como diagnóstico clínico de ação imediata.
  • Quando o choque é obstrutivo por causa mecânica intratorácica, a prioridade é remover a obstrução; vasopressor e volume não substituem a correção causal.
  • Não indicar ventilação com pressão positiva antes da descompressão quando o quadro sugere pneumotórax hipertensivo.

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