Escolar de 9 anos apresenta dispneia progressiva aos esfor...

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Q3948373 Medicina
Escolar de 9 anos apresenta dispneia progressiva aos esforços, hipoxemia leve em repouso e achados radiológicos difusos que não se explicam por asma ou infecção recorrente. A tomografia mostra opacidades em vidro fosco difusas e espessamento septal, sem resposta a broncodilatadores. Assinale a alternativa que apresenta a abordagem diagnóstica mais alinhada ao conceito atual de doenças intersticiais pulmonares da infância. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso descreve um fenótipo compatível com doença intersticial pulmonar da infância (chILD): dispneia progressiva, hipoxemia em repouso, vidro fosco difuso e espessamento septal na tomografia, sem resposta a broncodilatadores. Nesse contexto, a abordagem diagnóstica contemporânea integra avaliação clínico-radiológica e testes genéticos/moleculares, reduzindo a frequência de indicação de biópsia pulmonar, embora ela permaneça reservada a casos selecionados.

Tema central: chILD
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está alinhada ao conceito atual de investigação de chILD porque descreve a mudança do paradigma diagnóstico: a etiologia passou a ser buscada de forma estruturada com integração clínica, radiológica e genética/molecular, reduzindo a necessidade de biópsia pulmonar como etapa inicial ampla. A biópsia não foi abolida; ela continua possível em casos selecionados quando a investigação prévia não define a causa.
B
Errada
Está errada porque o caso não sustenta doença bronco-obstrutiva como hipótese principal. Hipoxemia em repouso, padrão tomográfico intersticial difuso com vidro fosco e espessamento septal, além de ausência de resposta a broncodilatadores, apontam para acometimento parenquimatoso/intersticial, não para asma grave não controlada.
C
Errada
Está errada porque repetir antibióticos empíricos não enfrenta a fisiopatologia sugerida pelo quadro. O enunciado informa que os achados difusos não se explicam por infecção recorrente; insistir em ciclos antibióticos sem evidência infecciosa adequada atrasa a investigação etiológica de uma possível chILD.
D
Errada
Está errada porque broncodilatadores de longa duração não constituem tratamento principal de doença intersticial pulmonar. A ausência de broncorresponsividade e o padrão tomográfico intersticial tornam inadequado centrar o manejo em broncodilatação como se o problema fosse predominantemente obstrutivo.
E
Errada
Está errada porque a raridade da chILD não autoriza omissão diagnóstica. Quando há fenótipo clínico-radiológico compatível, a raridade exige suspeição e investigação direcionada; evitar investigação nesse cenário é tecnicamente inadequado e pode retardar o diagnóstico correto.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de rotular dispneia crônica infantil como asma ou infecção recorrente e, ao mesmo tempo, testa se o candidato sabe que a alternativa correta não afirma abandono da biópsia, mas apenas sua menor frequência com o avanço da investigação genética/molecular.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver dispneia progressiva, hipoxemia e tomografia intersticial difusa sem resposta a broncodilator, pense primeiro em doença parenquimatosa/intersticial, não em asma por inércia diagnóstica.
  • Em chILD, o raciocínio atual é integrar clínica, imagem e investigação genética/molecular; biópsia deixou de ser etapa inicial universal.
  • Não aceite antibioticoterapia repetida como resposta para vidro fosco difuso crônico quando o próprio quadro não sustenta infecção recorrente.
  • Diferencie padrão intersticial de padrão bronco-obstrutivo: o primeiro não se resolve com broncodilatação como eixo principal de manejo.

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