Nas aulas de português, muitas vezes, se desvirtua
inteiramente o aspecto estranho do texto literário, a dimensão
de encantamento estético do poema, quando, por exemplo,
se reduz o texto a um ‘ponto de partida’ para a fixação de
classificações gramaticais, desviando o olhar do aluno do
encantamento que a literatura é chamada a produzir. É como
se lhe tapassem os olhos, como se lhe fosse sonegada a
oportunidade de desenvolver a capacidade de se emocionar,
de sentir a graça possibilitada pelas analogias, pelas
metáforas, pelas metonímias, e tantos outros expedientes de
‘trapacear’ a linguagem e atingir os seus ‘deslimites’. [...]
Vale a pena lembrar que a leitura de uma crônica, uma
fábula, um poema pode não ter outra finalidade senão
oferecer aos alunos a experiência de verem como há coisas
bonitas, como há coisas interessantes escritas entre nós!
Não é necessário que, a cada leitura, se vincule uma tarefa.
ANTUNES, Irandé. Território das palavras: estudo do léxico em sala de
aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2012. p. 133-134 (Adaptado).
No Texto 4, Irandé Antunes defende a ideia de que a
formação do leitor literário deve ocorrer pela emoção e
pelo prazer estético proporcionado por textos desse
gênero. Um caminho metodológico apontado pela autora,
no Texto 4, para que isso ocorra é
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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