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Q4151278 Pedagogia
Um docente de Ciências da turma do Ensino Fundamental – Anos Finais de uma escola que atende a população local, com vários estudantes indígenas, planeja explicar sobre as substâncias e suas transformações e, a partir da realidade do garimpo, as possibilidades de contaminação de diversos materiais por mercúrio. Com vistas à produção da autonomia por meio da valorização dos discentes na construção do conhecimento, o docente solicitou que citassem materiais que tivessem em casa e que possibilitassem avaliar se há contaminação por mercúrio. Foram listados os seguintes itens:
1. água do rio, frutas e raiz de mandioca da comunidade;
2. beiju de tapioca, enfeite de penas coloridas e potes de cerâmica local;
3. itens do comércio da vila local: cadernos, medicamentos, água mineral.
Assim, o professor pretende conduzir as atividades para que os estudantes defendam suas hipóteses quanto à contaminação dos itens e, na sequência, consigam apresentar à turma as possíveis causas de contaminação.
Diante dessas informações, é correto afirmar que a avaliação, com vistas à produção da autonomia dos estudantes, deve ser realizada por meio de
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A decisão estava na coerência entre a finalidade de produzir autonomia e o instrumento avaliativo: entre as alternativas, só a A mantém a articulação entre saberes indígenas, científicos e aplicações práticas em projeto colaborativo.

Tema central: avaliação para autonomia
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque é a única que reúne projetos colaborativos, protagonismo discente e interrelação entre conhecimentos indígenas, científicos e aplicações práticas, exatamente como pede o enunciado ao valorizar a construção do conhecimento a partir da realidade local.
B
Errada
A atividade prática com apresentação oral não basta, porque a alternativa não organiza a avaliação como construção colaborativa nem como integração efetiva dos saberes no produto avaliativo central. A menção à cultura indígena aparece depois do experimento e de modo acessório, ficando aquém da autonomia e da interrelação explícitas exigidas.
C
Errada
A prova desloca a avaliação para verificação de conhecimento sobre propriedades e transformações das substâncias. Isso contrasta com o enunciado, que prioriza produção de autonomia, protagonismo discente e construção compartilhada do conhecimento a partir da realidade vivida.
D
Errada
A pesquisa, isoladamente, poderia dialogar com o contexto, mas a alternativa fecha a avaliação com relatório seguido de teste. Esse teste recompõe uma lógica verificadora e rompe a coerência com a finalidade principal de produção da autonomia por meio de construção autônoma e colaborativa.
Pegadinha da questão
A confusão explorada é achar que atividade prática, pesquisa ou simples menção à cultura indígena já bastam. O ponto real era verificar se o instrumento avaliativo promovia, ao mesmo tempo, protagonismo discente, contextualização e integração de saberes.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado cobrar autonomia discente, procure instrumentos avaliativos com participação ativa, produção autoral e construção coletiva, não apenas verificação final.
  • Se a situação partir da realidade local e de saberes indígenas, a alternativa correta deve articular esses saberes com o conhecimento científico no próprio processo avaliativo.
  • Desconfie de opções que parecem formativas, mas terminam em prova ou teste, porque isso pode recolocar a avaliação em chave predominantemente somativa.
  • Não basta haver prática ou oralidade; o decisivo é se a avaliação está estruturada para hipótese, defesa de ideias e produção contextualizada de conhecimento.

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