Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, em “Psicogênese da Língua ...
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Ano: 2026
Banca:
Ápice Consultoria
Órgão:
Prefeitura de Sobrado - PB
Prova:
Ápice Consultoria - 2026 - Prefeitura de Sobrado - PB - Professor A |
Q4217889
Pedagogia
Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, em
“Psicogênese da Língua Escrita” (1999),
realizaram investigações experimentais com
crianças de 4 a 6 anos para compreender os
processos de construção do conhecimento sobre
a escrita. No Capítulo 2, as autoras analisam os
critérios utilizados por crianças pré-escolares para
distinguir o que “serve para ler” do que “não serve
para ler”, mesmo antes de saberem ler
convencionalmente. Considerando os dados e as
interpretações apresentados pelas autoras,
analise o texto-base extraído do Capítulo 2 e
responda à questão.
“Que uma criança não saiba ainda ler, não é obstáculo para que tenha idéias bem precisas sobre as características que deve possuir um texto escrito para que permita um ato de leitura. Quando apresentamos às crianças diferentes textos escritos em cartões e lhes pedimos que nos dissessem se todos esses cartões ‘servem para ler’ ou se existem alguns que 'não servem', observamos dois critérios primordiais utilizados: que exista uma quantidade suficiente de letras, e que haja variedade de caracteres. Em outras palavras, a presença das letras por si só não é condição suficiente para que algo possa ser lido; se há muito poucas letras, ou se há um número suficiente; porém, da mesma letra repetida, tampouco se pode ler. E isso ocorre antes que a criança seja capaz de ler adequadamente os textos apresentados.” (p. 43)
“O critério de quantidade mínima de caracteres foi utilizado por 57,41% da totalidade da amostragem; porém, mais frequentemente em CM (na qual se mantém próximo aos 70% em todas as idades) que em CB (na qual aumenta progressivamente de 4 a 6 anos para situar-se ali em torno dos 60%). O critério de variedade de caracteres foi utilizado por 68% da totalidade da amostragem.” (p. 49).
“Isso nos indica que, inclusive quando uma letra é reconhecida como tal e mais ainda, nomeada adequadamente, não serve de garantia que seja sempre uma letra; depende do contexto em que se encontra. Para um adulto é óbvio que uma letra é sempre uma letra em qualquer contexto em que se apresente. Para as crianças, o problema surge de outra maneira: a mesma forma gráfica pode ser uma coisa ou outra em função do contexto. Para que algo seja uma letra, é preciso que esteja com outras letras.” (p. 47).
Com base nos critérios de legibilidade identificados por Ferreiro e Teberosky e nas interpretações das autoras sobre os processos de conceitualização infantil, assinale a alternativa correta.
“Que uma criança não saiba ainda ler, não é obstáculo para que tenha idéias bem precisas sobre as características que deve possuir um texto escrito para que permita um ato de leitura. Quando apresentamos às crianças diferentes textos escritos em cartões e lhes pedimos que nos dissessem se todos esses cartões ‘servem para ler’ ou se existem alguns que 'não servem', observamos dois critérios primordiais utilizados: que exista uma quantidade suficiente de letras, e que haja variedade de caracteres. Em outras palavras, a presença das letras por si só não é condição suficiente para que algo possa ser lido; se há muito poucas letras, ou se há um número suficiente; porém, da mesma letra repetida, tampouco se pode ler. E isso ocorre antes que a criança seja capaz de ler adequadamente os textos apresentados.” (p. 43)
“O critério de quantidade mínima de caracteres foi utilizado por 57,41% da totalidade da amostragem; porém, mais frequentemente em CM (na qual se mantém próximo aos 70% em todas as idades) que em CB (na qual aumenta progressivamente de 4 a 6 anos para situar-se ali em torno dos 60%). O critério de variedade de caracteres foi utilizado por 68% da totalidade da amostragem.” (p. 49).
“Isso nos indica que, inclusive quando uma letra é reconhecida como tal e mais ainda, nomeada adequadamente, não serve de garantia que seja sempre uma letra; depende do contexto em que se encontra. Para um adulto é óbvio que uma letra é sempre uma letra em qualquer contexto em que se apresente. Para as crianças, o problema surge de outra maneira: a mesma forma gráfica pode ser uma coisa ou outra em função do contexto. Para que algo seja uma letra, é preciso que esteja com outras letras.” (p. 47).
Com base nos critérios de legibilidade identificados por Ferreiro e Teberosky e nas interpretações das autoras sobre os processos de conceitualização infantil, assinale a alternativa correta.