Com relação à evolução das contas públicas do Brasil a parti...
A relação entre a dívida pública e o PIB permaneceu constante após a desvalorização do Real no início de 1999, o que permitiu que o governo brasileiro assinasse com o FMI um acordo no qual se comprometia a reduzir as metas de superávit primário para alavancar o crescimento da economia.
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Gabarito comentado
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A alternativa correta para a questão apresentada é Errado (E).
Vamos compreender o tema central da questão: a evolução das contas públicas do Brasil após a década de 80, com foco na relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) no contexto pós-desvalorização do Real em 1999. Esse tema é crucial para analistas econômicos porque envolve a capacidade do governo em gerenciar suas finanças e cumprir com acordos internacionais, como os estabelecidos com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A questão refere-se a um período histórico específico: a crise cambial de 1999, quando o Brasil enfrentou uma significativa desvalorização do Real. Para estabilizar a economia, o Brasil, na época, firmou um acordo com o FMI, que envolvia compromissos fiscais rigorosos, incluindo metas de superávit primário. O superávit primário é a diferença entre as receitas e despesas do governo, excluindo-se os pagamentos de juros da dívida.
Afirmar que a relação entre a dívida pública e o PIB permaneceu constante após a desvalorização do Real é incorreto. Na realidade, a dívida pública como proporção do PIB aumentou devido à depreciação cambial, que elevou o valor em Reais da dívida pública externa. Isso tornou necessário um ajuste fiscal mais sério, e não uma redução nas metas de superávit primário.
Portanto, a afirmação de que o governo poderia reduzir as metas de superávit primário para alavancar o crescimento da economia é equivocada. Pelo contrário, o Brasil teve que reafirmar seu compromisso com rigorosas metas de superávit para garantir a confiança dos investidores e dar suporte à estabilização econômica.
Em resumo, compreendendo o contexto histórico e as medidas adotadas pelo governo, podemos justificar porque a resposta correta é Errado (E). O governo não teve a flexibilidade de reduzir as metas de superávit, mas sim a necessidade de mantê-las ou aumentá-las para restaurar a confiança econômica.
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Comentários
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Item errado.
Não sei se meu pensamento está certo, mas o governo assinaria um acordo para reduzir o DÉFICIT PRIMÁRIO e não o superávit.
"...reduzir as metas de superávit primário para alavancar o crescimento..."
Esse é o local do erro, pois o superávit primário está intimamente ligado ao resultado da economia como um todo de forma diretamente proporcional, ou seja, quanto maior for o superávit primário maior será esperado o resultado da economia.
Bons Estudos!
Errado. O superavit primário aquece a economia, atraindo investimentos reforçando a formação bruta de capital fixo(FBKF)
Com a desvalorização do real, a relação divida publica/PIB não se mantem constante, e o acordo com o FMI exigiu um aumento das metas de superávit primário.
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