Considerando esse caso clínico hipotético, as contribuições ...
Considerando esse caso clínico hipotético, as contribuições da psicopatologia, o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e os níveis de atenção à saúde, julgue os itens a seguir.
O medo da criança, nesse quadro clínico, tende a flutuar e os sintomas, a progredir para ataques de pânico.
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: E (Errado)
1. Tema central da questão
A questão aborda o diagnóstico diferencial de transtornos de ansiedade em crianças, especialmente o reconhecimento do Medo Específico (conhecido como Fobia Específica) em oposição a outros transtornos, como o Transtorno de Pânico.
2. Resumo teórico
É esperado que crianças apresentem medos transitórios em determinadas fases do desenvolvimento. No entanto, quando o medo é persistente, intenso, desproporcional ao estímulo e interfere significativamente no funcionamento da criança, pode ser enquadrado como Fobia Específica (DSM-5, p. 197; CID-10, F40.2).
Na infância, é muito comum o medo de fenômenos naturais, como trovões. A fobia específica é caracterizada por uma ansiedade previsível e resposta imediata ao estímulo (no caso, o trovão), sem que haja flutuação espontânea ou progressão natural para ataques de pânico.
Já o Transtorno de Pânico envolve ataques inesperados de ansiedade intensa, sem relação direta com um estímulo externo específico, o que não é o caso da situação descrita.
Fontes: DSM-5 (2014), CID-10 (2016), Kaplan & Sadock (2017).
3. Justificativa da alternativa correta (Errado)
A afirmação de que o medo tende a flutuar e progredir para ataques de pânico está incorreta. No caso apresentado, trata-se de uma fobia específica: o medo intenso da criança ocorre apenas diante do estímulo (trovão), com resposta imediata e previsível.
Além disso, os sintomas de fobia específica não evoluem naturalmente para ataques de pânico. O transtorno de pânico é caracterizado por crises súbitas, inesperadas, acompanhadas de medo de novas crises, o que não é relatado na situação. O medo de Ângela é sempre desencadeado pelo trovão e não apresenta a espontaneidade típica dos ataques de pânico.
Portanto, a alternativa está errada pois faz uma associação indevida entre fobia específica e transtorno de pânico.
4. Estratégia para interpretação
Dica: Preste atenção à previsibilidade do medo e à relação direta com o estímulo. Se o medo ocorre sempre diante do mesmo objeto ou situação, pense em fobia específica. Se surge sem motivo claro, considere transtorno de pânico. Pegadinhas comuns incluem confundir sintomas ansiosos reativos (como em fobias) com ataques de pânico espontâneos.
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Comentários
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O erro consiste em afirmas que o medo tende a flutuar. Segundo o DSM V, até pode ver uma flutuação/variação do medo e uma progressão para ataques de pânico nestes casos, mas é uma possibilidade não uma tendência.
Errado:
O medo da criança, nesse quadro clínico, tende a flutuar ...
O grau do medo experimentado pode variar com a proximidade do objeto ou situação temida e pode ocorrer com a antecipação da presença ou na presença real do objeto ou situação.
e os sintomas, a progredir para ataques de pânico.
O medo ou ansiedade pode assumir a forma de um ataque de pânico com sintomas completos ou limitados (i.e., ataque de pânico esperado).
(DSM V, p. 198)
questão que não cobra conhecimento algum, é apenas uma pegadinha de quinta categoria
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