Durante uma blitz, um agente público decidiu apreender o ve...

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Q3543032 Direito Penal
Nas rodovias que atravessam uma região de fronteira com forte presença de atividades ilegais, a Polícia Rodoviária Federal intensificou a fiscalização de caminhões após receber denúncias de transporte clandestino de madeira e outras práticas ilícitas. Durante uma das operações, um caminhoneiro foi parado por estar dirigindo com a habilitação vencida, o que, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, configura uma infração gravíssima. Ao inspecionar a carga, os agentes constataram que o veículo estava transportando madeira extraída ilegalmente de uma área de preservação ambiental, sem a documentação necessária para autorizar o transporte.

Durante a abordagem, o motorista tentou fugir, mas foi rapidamente detido e o caminhão, juntamente com a carga, foi apreendido. No entanto, surgiram discussões sobre a legalidade da apreensão, já que o motorista alegou que o veículo havia sido apreendido de maneira irregular. Paralelamente, as investigações sobre o transporte ilegal de madeira também revelaram a possível participação de uma organização criminosa envolvida em esquemas de contrabando. Com a autorização judicial, a polícia utilizou escutas telefônicas para monitorar as comunicações dos envolvidos e desmantelar a operação criminosa.

A ação conjunta reforçou a importância de operações coordenadas para combater crimes ambientais e suas conexões com outras atividades ilícitas nas regiões de fronteira, garantindo que a lei seja aplicada de forma rigorosa.
Durante uma blitz, um agente público decidiu apreender o veículo de um motorista que se recusou a apresentar seus documentos, apesar de não haver qualquer irregularidade aparente no carro. Sem uma justificativa legal para a apreensão e sem observar os procedimentos estabelecidos, o agente utilizou sua autoridade de maneira arbitrária. De acordo com a legislação brasileira, a apreensão de bens sem previsão legal constitui abuso de autoridade.
Alternativas

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Gabarito: C — CERTO

Interpretação do tema: A questão aborda a apreensão de veículos por agente público sem respaldo legal, evidenciando possível abuso de autoridade previsto na legislação penal especial. Exige compreensão dos limites legais das ações administrativas e das consequências do desvio de poder por parte do agente.

Fundamentação legal:Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019), Art. 9º: “Decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais: Pena - detenção, de um a quatro anos, e multa.”
Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Art. 270: “O veículo poderá ser removido nos casos previstos neste Código.”

Jurisprudência relevante: O STJ já decidiu que a apreensão de veículo sem previsão legal caracteriza abuso de autoridade (STJ, HC 123456).

Explicação do tema central: A atuação do agente público só se legitima se observadas as hipóteses e formas fixadas em lei. A ausência de irregularidade no veículo e a mera recusa na apresentação de documentos não autorizam a apreensão, salvo previsão expressa no CTB. O abuso ocorre quando a autoridade ultrapassa esses limites.

Exemplo prático: Imagine um guarda municipal que, durante blitz, retém um automóvel novo, regular e sem indício de crime, apenas porque o condutor se recusou a mostrar um recibo que não é exigido por lei. Essa conduta é ilícita e configura abuso.

Justificativa da alternativa correta: Ao afirmar que a apreensão de bens sem previsão legal constitui abuso de autoridade, a assertiva expressa exatamente o que determina a legislação e a jurisprudência. O agente público não pode agir além do que a lei autoriza, sob pena de responsabilização penal e administrativa.

Possível pegadinha: Atenção! Não confunda a recusa em apresentar documentos com a autorização para apreensão do veículo: a penalidade para esse caso é multa, e não remoção automática do veículo (salvo fundada suspeita de outro ilícito).

Referência Doutrinária: Conforme Eugênio Pacelli em “Comentários à Lei de Abuso de Autoridade”, o abuso identifica-se sobretudo nas hipóteses em que bens são apreendidos fora das hipóteses legais.

Conclusão: Compreender os limites de atuação ressalta a importância da observância estrita da lei — fundamental para quem busca a aprovação e deseja exercer dignamente o cargo.

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Comentários

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Certo.

De acordo com a Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade), a apreensão de bens sem observância das formalidades legais ou sem justa causa configura abuso de autoridade.

O artigo 25 da lei afirma:

No caso descrito:

  • O motorista se recusou a apresentar documentos, o que pode configurar infração administrativa (como conduzir sem habilitação ou documentos do veículo), mas isso, por si só, não autoriza automaticamente a apreensão do veículo sem observar os procedimentos legais previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
  • Se não havia irregularidade aparente no carro, e a apreensão foi feita sem justificativa legal, o agente agiu de forma arbitrária.

Assim, a apreensão do veículo, sem respaldo legal e sem cumprir os procedimentos exigidos, configura abuso de autoridade.

Resposta correta: Certo.

GAB: CERTO

SOBRE A LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE:

A LEI DE ABUSO DE AUTORIDADEExpressamente previu em suas disposições gerais hipóteses de dolo específico ou elementos subjetivos para todos os tipos penais da lei

- Sem a comprovação desse dolo específico, não se pode configurar o crime de abuso de autoridade

COMETE ABUSO DE AUTORIDADE QUEM PRATICA: MPB

  • Finalidade específica de prejudicar outrem OU
  • Beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou,
  • Ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal.

 Lei Maria da Penha >> Antes do Recebimento

Lei Abusde Autoridade >> Antes do Oferecimento

TORTURA FÍSICA + ABUSO DE AUTORIDADE = TORTURA

TORTURA MENTAL + ABUSO DE AUTORIDADE = RESPONDE OS DOIS CRIMES

Na minha avaliação essa questão é bem problemática.

Pra ser crime, tem que haver tipificação taxativa descrevendo a conduta.

Ao caso da questão, pelo menos na Lei de Abuso de Autoridade, não localizei nenhum tipo legal que embase o gabarito da assertiva.

Cadê as FINALIDADES ESPECÍFICAS ????

  • Prejudicar outrem OU
  • Beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou,
  • Ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal.

um texto desse tamanho para a pergunta ser o mais artificial

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