A contabilidade social é a principal ferramenta gover...

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Ano: 2014 Banca: IDECAN Órgão: AGU Prova: IDECAN - 2014 - AGU - Economista |
Q418856 Economia
A contabilidade social é a principal ferramenta governamental para se mensurar e planificar a política econômica de um país. Além disso, é através de suas mensurações que se registram, historicamente, os dados econômicos num determinado período de tempo. Diante do exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A contabilidade nacional envolve uma metodologia de cálculo dos principais agregados macroeconômicos nacionais, tendo como objetivo quantificá-los para o direcionamento da política econômica para o desenvolvimento, a estabilização dos preços e de crescimento dos países. São considerados os agregados macroeconômicos ao longo de determinado período de tempo: poupança, investimento, produto interno, salários, tributos, exportações e importações. 
( ) Os agregados macroeconômicos básicos quantificados em termos econômicos nos países são: produto, renda, consumo, poupança, investimento, absorção interna e despesa. 
( ) O valor das despesas nacionais de um país é correspondente ao somatório do investimento mais a poupança. 
( ) A formação bruta de capital fixo é obtida, em uma economia aberta, através do somatório dos agregados econômi­cos: poupança privada (poupança das famílias, depreciação e lucros retidos), poupança pública e déficit em conta corrente do balanço de pagamentos menos a variação de estoques. 
( ) As transferências intragovernamentais são as realizadas entre órgãos de esferas diferentes de governo como, por exemplo, a quota-parte do ICMS, enquanto que as transferências intergovernamentais são as realizadas entre os órgãos da mesma esfera de governo como, por exemplo, as ocorridas entre o Tesouro Nacional e o Ministério da Previdência Social (MPS).

A seqüência está correta em
Alternativas

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Alternativa Correta: A - V, V, F, V, F.

A questão aborda o tema da contabilidade social e seus impactos na política econômica de um país. Este é um tópico fundamental para economistas, pois trata da mensuração de agregados macroeconômicos, que são indicadores essenciais para a formulação e avaliação de políticas econômicas.

Vamos analisar cada afirmativa:

1) A contabilidade nacional envolve uma metodologia de cálculo dos principais agregados macroeconômicos nacionais [...] (Verdadeiro)

A contabilidade nacional realmente utiliza uma metodologia específica para mensurar agregados como produto interno, poupança e investimento. Esses dados são fundamentais para definir políticas econômicas voltadas para o desenvolvimento e estabilização econômica. A referência pode ser encontrada em qualquer manual de macroeconomia, como o de Mankiw, que descreve a importância desses cálculos para a economia de um país.

2) Os agregados macroeconômicos básicos quantificados são: produto, renda, consumo, poupança, investimento, absorção interna e despesa. (Verdadeiro)

Esses são, de fato, os principais agregados macroeconômicos que são mensurados e utilizados para análise econômica. Cada um desses itens fornece uma visão sobre diferentes aspectos da economia, como produção, consumo e investimento.

3) O valor das despesas nacionais de um país é correspondente ao somatório do investimento mais a poupança. (Falso)

Esta afirmativa é incorreta. O somatório do investimento mais a poupança não resulta nas despesas nacionais. As despesas nacionais são mais amplamente relacionadas com o consumo total da economia, o qual inclui consumo privado e governamental, além do investimento.

4) A formação bruta de capital fixo é obtida através do somatório [...] menos a variação de estoques. (Verdadeiro)

A formação bruta de capital fixo envolve, de fato, a poupança privada, poupança pública e considerações sobre o balanço de pagamentos, como o déficit em conta corrente. A variação de estoques também é elemento importante, mas é considerada separadamente da formação bruta de capital fixo.

5) As transferências intragovernamentais [...] e intergovernamentais [...] (Falso)

Essa afirmativa está incorreta em sua essência. As transferências intragovernamentais são aquelas dentro da mesma esfera, enquanto as intergovernamentais acontecem entre diferentes esferas de governo. O exemplo dado na questão está invertido.

Em resumo, a alternativa A é a correta, pois as justificativas para cada afirmativa foram devidamente explicadas, mostrando a aplicação prática dos conceitos de contabilidade social na formulação de políticas econômicas.

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Comentários

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Alguém? Kkkk

Na primeira e segunda opções, deve-se conhecer a definição de agregados econÔmicos.

Na terceira, deve-se ter em mente que I=P (investimento=poupança)

Na quarta alternativa: Poupança Total= Poupança das pessoas (PP)+poupança do governo(PG) +poupança externa (PE). A poupança externa é o negativo do saldo de transações correntes. Uma condição macroecnômica essencial (que não é de todo verdade) é que P=I (Poupança=investimento). Assim PP+PG+PE (Saldo das t.correntes, com sinal negativo=I. Depois disso, era preciso saber essa outra condição: I=FBKF-Detla E (Sim. Investimento é a formação bruta de capital fixo menos a variação de estoques). Igualando finalmente as duas equações, sabendo-se que P=I, FICA ASSIM:PP+PG-T.correntes=FBKF-Delta E. Assim, FBKF=PP+PG-T.correntes+Delta E.

Na quinta alternativa, é português rsrs. Intra é "dentro" e inter é "entre".

1. (V) A contabilidade nacional é essencial para governos mensurarem e planejarem a política econômica.

Sua metodologia de cálculo dos principais agregados macroeconômicos, como PIB, renda, consumo, investimento e poupança, fornece dados cruciais para:

  • Direcionar a política econômica: Combater o desemprego, controlar a inflação e promover o crescimento sustentável.
  • Tomar decisões fiscais: Definir orçamentos, políticas de tributação e gastos públicos.
  • Acompanhar o desempenho da economia: Monitorar o crescimento, a estabilidade e a geração de renda.

2. (V) Os agregados macroeconômicos básicos são produto, renda, consumo, poupança, investimento, absorção interna e despesa.

Esses indicadores representam as principais atividades e fluxos econômicos de um país em um determinado período. Eles são essenciais para:

  • Compreender a estrutura da economia: Identificar os setores mais relevantes, a distribuição da renda e o destino da produção.
  • Analisar tendências e ciclos econômicos: Detectar recessões, booms e outros eventos que impactam a economia.
  • Comparar o desempenho de diferentes países: Avaliar a competitividade e o nível de desenvolvimento de cada nação.

3. (F) O valor das despesas nacionais não corresponde à soma da poupança com o investimento.

As despesas nacionais (PIB) representam o valor total dos bens e serviços finais produzidos em um país em um determinado período. Já a soma da poupança e do investimento representa apenas uma parte das despesas nacionais, pois outros componentes também contribuem para o PIB, como o consumo das famílias, as compras do governo e as exportações líquidas.

4. (V) A formação bruta de capital fixo é obtida pela fórmula:

Formação bruta de capital fixo = Poupança privada + Poupança pública + Déficit em conta corrente - Variação de estoques

Essa fórmula demonstra que a formação de capital fixo, que representa o aumento do estoque de capital de um país, é financiada por diversas fontes:

  • Poupança privada: Poupança das famílias, depreciação e lucros retidos das empresas.
  • Poupança pública: Superávit fiscal do governo.
  • Déficit em conta corrente: Recursos externos obtidos por meio de empréstimos ou investimentos estrangeiros.
  • Variação de estoques: Redução dos estoques de bens e serviços.

5. (V) As transferências intragovernamentais são realizadas entre diferentes esferas de governo, enquanto as intergovernamentais ocorrem dentro da mesma esfera.

  • Transferências intragovernamentais: Quota-parte do ICMS (União para estados e municípios).
  • Transferências intergovernamentais: Recursos do Tesouro Nacional para o Ministério da Previdência Social.

Compreender as diferenças entre esses tipos de transferências é crucial para analisar a distribuição dos recursos públicos e as responsabilidades fiscais de cada esfera de governo.

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