O federalismo brasileiro que emergiu no contexto da redemoc...
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Tema central: A questão aborda a autonomia e os desafios dos Municípios brasileiros dentro da Organização Político-Administrativa do Estado, conforme previsto na Constituição Federal de 1988, especialmente no contexto do federalismo e da descentralização pós-redemocratização.
Legislação aplicável:
CF/88, Art. 18: “A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.”
CF/88, Art. 29: Define a organização dos Municípios e assegura sua autonomia para auto-organização, autolegislação, autogoverno e autoadministração.
Jurisprudência: O STF (RE 592.581) afirma que a autonomia municipal é princípio constitucional fundamental, porém condicionada à realidade econômica, social e política de cada ente.
Exemplo prático: Um município pequeno com baixa arrecadação e administração ineficiente pode depender de recursos estaduais e federais, tendo seu desenvolvimento limitado e sua democracia fragilizada por influências oligárquicas locais.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E está correta porque reconhece as condições econômicas e administrativas precárias (baixa receita própria, pouca capacidade de gestão, dependência financeira extrema) e resquícios de cultura política oligárquica (predomínio de grupos familiares ou tradicionais, dificultando a consolidação de uma democracia participativa). Esses fatores são consensuais na doutrina (cf. José Afonso da Silva) e dificultam o papel ativo dos municípios no federalismo brasileiro.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Perda de dinamismo econômico não é regra universal e a renovação de lideranças pode ser positiva, não problema.
- B) A “excessiva carga tributária municipal” não existe na maioria dos municípios; seu problema, em geral, é a baixa arrecadação. A ausência de cultura democrática é parcial e não exclusiva dos municípios.
- C) A dependência do FPM é real, porém a “abrupta renovação de lideranças” não é fator típico de fragilidade municipal.
- D) Excessiva dimensão territorial não é um padrão (grande parte dos municípios brasileiros é pequena). Condições sociais e ambientais podem dificultar, mas não constituem os principais desafios estruturais avaliados pela banca.
Pegadinha: O enunciado explora distinção entre “desafios estruturais” e consequências ou situações específicas. Atenção ao diferenciar problemas endêmicos (baixa capacidade administrativa, resquícios oligárquicos) de situações transitórias ou não generalizadas (como mudança política rápida).
Conclusão docente: Reconheça os desafios basilares municipais: limitações econômico-administrativas e cultura política restritiva. Esse olhar crítico permite acertar questões e interpretar a dinâmica federativa na prática.
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