De acordo com o texto, mediante a promulgação da Lei n° 15.1...

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Q3837693 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Com a promulgação da Lei 15.100/2025, os celulares saem da sala de aula, mas a mediação do professor se torna ainda mais essencial. Talvez agora, com menos atenção voltada aos celulares, outras tecnologias possam voltar para a escola. Podemos redirecionar a forma de usar tecnologias para que continue a ser uma aliada do ensino.

A mudança nos convida a explorar tecnologias que transformam o aprendizado em uma experiência mais envolvente. Em vez de apenas consumir informações de forma passiva, estudantes podem interagir com lousas digitais, explorar programas de modelagem e análise de dados e colocar a ciência em ação com kits experimentais e sensores digitais.

Essas ferramentas não são apenas acessórios modernos, mas portas de entrada para um ensino que privilegia a investigação. Com a mediação do professor, a sala de aula pode retornar como verdadeiro laboratório de ideias, em que testar hipóteses, resolver problemas e fazer descobertas volta a ser o grande destaque do aprendizado. Afinal, ciência é um diálogo entre teoria e prática!

A Lei 15.100/2025, na verdade, cria um terreno fértil para experiências de aprendizado intencional, em que a tecnologia passa a ser guiada pelos professores. Em vez de os alunos ficarem dispersos em buscas individuais no celular, a legislação cria um canal para que sejam incentivadas atividades coletivas, como projetos de pesquisa em plataformas colaborativas.

Em uma aula sobre ecossistemas, por exemplo, a turma pode analisar dados de desmatamento, usando bancos de dados científicos. O professor planeja e medeia a discussão, orienta a interpretação dessas informações e propõe que soluções em grupo sejam formuladas. Essas propostas são novamente pensadas, por todos, e se transformam em formas dinâmicas de entender os conteúdos.

Em simulações interativas, como as que recriam reações químicas em laboratórios virtuais, os alunos testam hipóteses, ajustam variáveis e veem os resultados, sempre com a supervisão docente. Em uma aula sobre física, atividades com simuladores, como o ambiente do PhET (projeto da Universidade de Colorado Boulder que oferece simulações interativas gratuitas de ciências e matemática), podem ser usadas para explorar conceitos de energia e movimento.

A mediação de professoras e professores é essencial sempre, pois devem questionar as escolhas dos estudantes e propor desafios ao conectarem os experimentos virtuais aos fenômenos do mundo. Nesse novo cenário escolar, as tecnologias digitais vão estimular atividades colaborativas que fortaleçam a atenção compartilhada no ensino de ciências.

Imagine uma aula em que os alunos, guiados pelo professor, simulam juntos os impactos do aquecimento global em um ecossistema virtual, ajustando variáveis como temperatura e umidade. Plataformas interativas, como o Padlet, permitem a construção coletiva de mapas conceituais sobre cadeias alimentares ou ciclos biogeoquímicos, enriquecidos com textos, imagens e vídeos.

Ferramentas com inteligência artificial (IA), como a plataforma de jogos Arludo, também ampliam a exploração de conceitos em biologia e ecologia. E sempre haverá um tempinho para debater os benefícios e desafios que a IA traz para as ciências.

 

Disponível em: https://sl1nk.com/ggEIr. Acesso em: 19 maio 2025.

De acordo com o texto, mediante a promulgação da Lei n° 15.100, de 13 de janeiro de 2025, só não se defende  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O comando exige identificar a única ideia não defendida pelo texto. O trecho decisivo é: "A Lei 15.100/2025, na verdade, cria um terreno fértil para experiências de aprendizado intencional, em que a tecnologia passa a ser guiada pelos professores. Em vez de os alunos ficarem dispersos em buscas individuais no celular, a legislação cria um canal para que sejam incentivadas atividades coletivas, como projetos de pesquisa em plataformas colaborativas." Esse eixo textual opõe mediação docente e práticas coletivas a uso autônomo dos estudantes, o que torna incompatível a formulação "de forma independente" da alternativa B.

Tema central: mediação docente e tecnologia
Análise das alternativas
A
Errada
Não pode ser a resposta porque corresponde ao que o texto defende. Há compatibilidade direta com "a mediação do professor se torna ainda mais essencial", com a ideia de "experiência mais envolvente" e com "ensino que privilegia a investigação". Mesmo sem repetir literalmente a formulação da alternativa, o texto autoriza essa leitura pelo conjunto argumentativo.
B
Certa
A alternativa B é o gabarito porque altera o sentido defendido no texto ao afirmar um redirecionamento "de forma independente" do uso das tecnologias. O texto sustenta exatamente o contrário: uso guiado, planejado, mediado e supervisionado pelo professor. Isso aparece em formulações como "guiada pelos professores", "O professor planeja e medeia a discussão, orienta a interpretação dessas informações" e "sempre com a supervisão docente". Portanto, o problema da alternativa não está em mencionar o redirecionamento das tecnologias, mas em acrescentar a independência, incompatível com a tese central do texto.
C
Errada
Está errada como opção de resposta porque também reproduz ideia expressamente defendida. O texto afirma: "Talvez agora, com menos atenção voltada aos celulares, outras tecnologias possam voltar para a escola. Podemos redirecionar a forma de usar tecnologias para que continue a ser uma aliada do ensino." Há correspondência textual direta entre o retorno de outras tecnologias e sua função de aliadas do ensino.
D
Errada
Também não é a resposta porque o incentivo a práticas coletivas e colaborativas é parte explícita da tese do texto. Isso aparece em "sejam incentivadas atividades coletivas, como projetos de pesquisa em plataformas colaborativas", além de exemplos de "soluções em grupo" e "construção coletiva". A alternativa coincide com o sentido global do texto.
Pegadinha da questão
A banca reaproveita, na alternativa B, uma expressão compatível com o texto — o redirecionamento do uso das tecnologias — e insere o termo decisivo que a invalida: "de forma independente". Além disso, o comando com negação, "só não se defende", favorece marcação apressada de uma alternativa verdadeira.
Dica para questões semelhantes
  • Em comando com operador de exclusão, procure a única alternativa incompatível com a tese global do texto, não a mais completa.
  • Quando a alternativa repete palavras do texto, verifique o termo acrescentado; uma expressão como "de forma independente" pode mudar todo o sentido.
  • Confirme a resposta pelos verbos e expressões de orientação do texto: aqui, "guiada", "medeia", "orienta" e "supervisão" afastam qualquer leitura de autonomia independente.
  • Observe oposições explícitas do texto; neste caso, "atividades coletivas" se contrapõe a "buscas individuais", e essa oposição resolve a questão.

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