Paciente de 6 anos comparece ao pronto atendimento com queix...
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Tema central: O foco da questão é o manejo inicial da crise asmática aguda grave em criança, exigindo conhecimento do protocolo de tratamento, farmacologia dos broncodilatadores e interpretação clínica pediátrica.
O paciente apresenta sinais claros de crise asmática grave (dispneia intensa, taquicardia, taquipneia, sibilos difusos, saturação < 92%).
Justificativa da alternativa correta (E – Salbutamol e Brometo de ipratrópio):
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), na seção 7 de "Asma na Infância: Tratamento Medicamentoso":
"O uso combinado de brometo de ipratrópio (BI) e β2-agonistas, em pacientes não hospitalizados, reduz tempo em serviços de emergência e risco de internação."
O protocolo brasileiro (Ministério da Saúde) e o National Asthma Education and Prevention Program indicam a associação de β2-agonista inalatório (Salbutamol) e anticolinérgico inalatório (Brometo de ipratrópio) no tratamento inicial das crises graves de asma. O Salbutamol proporciona rápida broncodilatação via estimulação β2, enquanto o brometo de ipratrópio age bloqueando receptores muscarínicos M3, ampliando o broncoespasmo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Prednisolona e Salbutamol: Erro comum de prova: prednisolona (corticoide oral) deve ser administrada, mas não é a escolha inicial inalatória exclusiva; o brometo de ipratrópio acelera o alívio.
B) Beclometasona e Brometo de ipratrópio: Corticosteroide inalatório não possui efeito imediato nas crises agudas, sendo indicado apenas no controle de manutenção da asma.
C) Budesonida e Beclometasona: Ambos são corticosteroides inalatórios sem atuação imediata em crises.
D) Sulfato de magnésio e Formoterol: Sulfato de magnésio é intravenoso e reservado para casos refratários. Formoterol atua rápido, mas é preferencialmente para manutenção, não como terapia isolada inicial.
Pontos-chave, pegadinhas e orientação:
Fique atento a termos como "medicamentos inalatórios" — corticosteroides inalados não agem em minutos! Leia atentamente a gravidade clínica e lembre-se: em crise aguda grave em crianças, β2-agonista inalatório + anticolinérgico inalatório são padrão-ouro segundo SBP, Ministério da Saúde e UpToDate.
Resumo prático: Criança em crise asmática grave no PA: Oxigênio + β2-agonista inalatório + Brometo de ipratrópio + Corticoide sistêmico precoce.
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