Dentro dos princípios da assepsia cirúrgica para a montagem...
Gabarito comentado
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Tema central: princípios de assepsia cirúrgica na montagem do campo estéril, com ênfase nos limites do campo e áreas consideradas contaminadas.
Alternativa correta: C – A borda externa de 2,5 cm (1 polegada) do campo estéril é convencionalmente considerada contaminada. Isso ocorre porque, ao abrir campos e campos fenestrados, a borda é tocada pelo circulante (não estéril) e pode entrar em contato com superfícies não estéreis. Por isso, materiais estéreis não devem tocar nem ser colocados sobre essa borda. Essa regra é clássica em centros cirúrgicos e está descrita em referências como AORN Guidelines for Perioperative Practice e Alexander’s Care of the Patient in Surgery.
Estratégia para a prova: identifique expressões como “convencionalmente considerada contaminada” e “montagem do campo”. Lembre-se da “regra da 1 polegada”. Evite confundir regras de esterilidade do campo com regras de esterilidade do profissional.
Por que as outras alternativas não estão corretas?
A – “Toda a superfície abaixo da cintura” está relacionada à esterilidade do profissional: para quem está paramentado, tudo abaixo da cintura é considerado não estéril. Porém, a pergunta pede a área do campo estéril convencionalmente tratada como contaminada, que é especificamente a borda de 2,5 cm, não “toda a área abaixo da cintura”.
B – O centro do campo é exatamente onde se colocam instrumentos e materiais estéreis. Ele não é contaminado por convenção; torna-se contaminado apenas se houver contato com área não estéril ou umidade com transbordamento (strike-through). Logo, a assertiva inverte o conceito.
D – Contato com luvas estéreis não contamina o campo (princípio “esteril com esteril”). O campo seria contaminado se as luvas já estivessem comprometidas (ex.: tocaram superfícies não estéreis). Portanto, a afirmação generaliza de forma incorreta.
Exemplo prático: o circulante abre o campo tocando apenas a borda externa; o instrumentador evita apoiar pinças ou gazes sobre essa borda e manipula materiais dentro dos limites internos do campo.
Referências essenciais: AORN Guidelines for Perioperative Practice (esterilidade e manejo de campos); Alexander’s Care of the Patient in Surgery; UpToDate – Principles of sterile technique in the operating room. Essas fontes reiteram a regra da borda de 2,5 cm como limite não estéril do campo.
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