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Q4044334 Enfermagem
Leia atentamente o texto abaixo, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.

"Está bem estabelecida que a hiperglicemia (glicemia > 200 mg / dL) não é uma situação orgânica benéfica; porém, já se acreditou que ela poderia ser vantajosa, especialmente em pacientes criticamente enfermos, pelo fato de ser uma adaptação do organismo a fim de maximizar a oferta de energia aos tecidos.
Multifatores tais como o diabetes e as suas variadas formas de classificação, a resposta endócrino-metabólica ("hiperglicemia estresse-induzida"), a própria anestesia e a vigência de doenças críticas podem ocasionar hiperglicemia perioperatória (HPO). A resposta neuroendócrina e metabólica ao estresse cirúrgico inicia-se no pré-operatório, quando a ansiedade e o medo em relação à anestesia e à cirurgia provocam aumento das concentrações plasmáticas das catecolaminas. A indução anestésica seguida de intubação traqueal induz a liberação de grandes quantidades de catecolaminas na corrente sanguínea. A resposta imunológica (aumento da concentração plasmática de mediadores inflamatórios) pode ser responsável pela estimulação do eixo hipotálamo-hipofisário nessas situações, tanto sistemicamente, via sanguínea, como por via medular. Os mediadores mais estudados são determinadas interleucinas e o fator de necrose tumoral. A concentração das interleucinas aumenta significativamente após o início da cirurgia, ocorrendo amplificação da resposta inflamatória e ativação do eixo hipotálamo-hipofisário, com consequente ampliação da resposta hormonal ao estresse cirúrgico. Assim, grandes quantidades de catecolaminas são rapidamente liberadas na corrente sanguínea e mais lentamente ocorre aumento do ACTH, cortisol, glucagon, ADH, ocitocina, hormônio do crescimento, interleucinas e beta-endorfinas. Nessa mesma fase ocorre inibição da secreção de insulina, que provoca aumento da relação glucagon/insulina, aumento na resistência periférica à insulina, aumento na gliconeogênese hepática, via up regulation, e redução na utilização periférica de glicose, cuja consequência é a hiperglicemia. Níveis elevados de catecolaminas plasmáticas, especialmente adrenalina, podem determinar hiperglicemia por complexas e variadas interações (agonismo) desse neurotransmissor em receptores alfa e beta-adrenérgicos em diversos órgaos e tecidos, como fígado, pâncreas, tecidos muscular e adiposo, tendo como resultado final aumento na produção de glicose e redução na sua utilização."

(Fonte: Guedes, AA. A importância do controle glicêmico perioperatório. Revista Médica de Minas Gerais, v.20, n. 4, supl. 1., 2010.)


Diante disso, é recomendado manter os índices glicêmicos do paciente no perioperatório:
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