Na fratura do côndilo lateral, na criança, classificada com...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Fratura do côndilo lateral do úmero na criança (classificação de Jakob). No Estágio I há desvio mínimo ou ausente (< 2 mm) e a ponte cartilaginosa medial está íntegra, o que confere estabilidade relativa.
Alternativa correta: B — conservador com imobilização gessada.
No Jakob I, a conduta padrão é imobilização braquiopalmar em 90° por cerca de 4–6 semanas, com radiografias seriadas (incluindo oblíqua interna) em 5–7 dias para detectar deslocamento secundário. O racional: o fragmento está alinhado e a cartilagem medial preservada funciona como “dobradiça”, permitindo consolidação sem necessidade de fixação. Evidências clássicas (Rockwood & Wilkins’ Fractures in Children; UpToDate; Orthobullets/POSNA) recomendam tratamento não operatório quando o desvio é menor que 2 mm e não há rotação do fragmento.
Por que as demais estão erradas?
A — conservador com mobilização precoce: inadequado. Essa fratura tem risco de deslocamento tardio e não consolidação se não houver imobilização. Mobilizar cedo aumenta chance de pseudoartrose, deformidade em cubitus valgus e neuropatia ulnar tardia.
C — cirúrgico com redução cruenta e fixação percutânea: a redução aberta (cruenta) é reservada para fraturas desviadas/rotadas (Jakob III) ou quando a redução fechada falha por interposição de partes moles. Em Jakob I não há indicação de cirurgia. Além disso, “cruenta com fixação percutânea” é combinação incomum; na redução aberta, a fixação costuma ser com fios de Kirschner passados através de pequena incisão (não propriamente “percutânea”).
D — cirúrgico com redução incruenta e fixação percutânea: a redução fechada e pinagem é preferida para > 2 mm de desvio sem rotação (Jakob II). No Jakob I, operar expõe a riscos desnecessários (anestesia, infecção, rigidez) sem benefício.
Estratégia para a prova: identifique o grau de desvio. Regra prática: < 2 mm → gesso; ≥ 2 mm → fixação (fechada se possível; aberta se necessário). Peça sempre incidência oblíqua interna para melhor avaliação do deslocamento.
Achados e seguimento: dor e edema lateral no cotovelo; radiografias AP, perfil e oblíqua interna. Reavaliar em 5–7 dias devido ao risco de deslocamento secundário. Liberar mobilização apenas após sinais radiográficos de consolidação.
Referências essenciais: Rockwood & Wilkins’ Fractures in Children (fratura do côndilo lateral); UpToDate: “Lateral condyle fractures of the distal humerus in children”; POSNA/Orthobullets (critérios de desvio e conduta).
Gabarito: B
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo