Preencha as lacunas da afirmação a seguir. Os sinais radiog...
Os sinais radiográficos sugestivos da lesão de LISFRANC são a fratura da base do _______ metatarso e a fratura do _______.
A sequência que preenche corretamente as lacunas é:
Gabarito comentado
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Tema central: A lesão de Lisfranc refere-se a lesão das articulações tarsometatarsianas do mediopé, região crucial para a estabilidade do arco plantar. Compreender os sinais radiográficos clássicos é fundamental para o diagnóstico preciso em Ortopedia.
Justificativa da alternativa correta — C) segundo / cuboide
A base do segundo metatarso é especialmente vulnerável devido à sua posição “entalada” entre os três cuneiformes, funcionando como verdadeiro “keystone” (ponto-chave de estabilidade) da tarsometatarsal.
A fratura do cuboide reflete o mecanismo de alta energia, sugerindo associação de lesão lateral do mediopé, indicador indireto de instabilidade articular.
Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM:
“As relações radiográficas normais das articulações tarsometatarsianas são: a cortical medial do segundo metatarso está alinhada com a cortical medial do cuneiforme intermédio na vista ântero-posterior do pé.”
Quando isso não ocorre, há forte suspeita de lesão de Lisfranc. Revisões como no MSD Manual destacam justamente a comum associação da fratura da base do segundo metatarso e do cuboide nesses casos.
Análise das alternativas incorretas:
A) primeiro / cuboide: A base do primeiro metatarso raramente está envolvida; seu desalinhamento não é sinal característico de Lisfranc.
B) primeiro / cuneiforme medial: Tanto o envolvimento do primeiro metatarso quanto do cuneiforme medial não são clássicos do padrão radiográfico da lesão.
D) segundo / cuneiforme medial: Embora o segundo metatarso se articule próximo ao cuneiforme medial, normalmente as fraturas ocorrem ao nível do cuneiforme intermédio ou envolvem o cuboide, não o cuneiforme medial.
Dicas & Pegadinhas:
Termos-chave: “base do segundo metatarso” é sempre o principal marcador de lesão de Lisfranc.
Muitos confundem o envolvimento do cuboide com os cuneiformes. Atente à anatomia radiográfica e às descrições das linhas de alinhamento tarsometatarsianas.
Evite escolhas automáticas pelo “primeiro metatarso” ou relacionamentos com “cuneiforme medial”, pois são menos relacionados ao Lisfranc clássico.
Resumo clínico: Na suspeita de Lisfranc, solicite radiografia padrão AP, lateral e oblíqua do pé, avaliando desalinhamento/diastase entre o segundo metatarso e os cuneiformes, e procure fraturas associadas do cuboide. O diagnóstico precoce previne sequelas, como instabilidade crônica e artrose.
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