Qual a conduta imediata?

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Q4238639 Medicina
Mulher, 30 anos de idade, branca, casada. Diagnóstico de diabetes melito gestacional no teste de tolerância à glicose oral com ingestão de 75 g. O controle de glicemia está com 5% de valores alterados. Ela comparece ao pronto-socorro de obstetrícia com queixa de dores tipo cólica de forte intensidade no baixo ventre. Idade gestacional calculada pela DUM: 31 semanas. Ao exame físico, apresenta AU de 30 cm, BCF presente, 2 contrações dolorosas em 10 minutos. Toque: colo médio, medianizado, pérvio para 3,0 cm. Apresentação cefálica e bolsa integra com líquido claro. Cardiotocografia: feto ativo com 2 contrações registradas. Perfil biofísico fetal de 10. 
Qual a conduta imediata?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em 31 semanas, com contrações dolorosas regulares, colo pérvio para 3 cm, bolsa íntegra e avaliação fetal preservada, o caso caracteriza trabalho de parto prematuro; na comparação das alternativas, a correta é a que mantém o eixo obstétrico esperado e ainda contempla o ajuste glicêmico necessário em gestante com diabetes gestacional submetida a corticoide.

Tema central: Trabalho de parto prematuro com DMG
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a que melhor corresponde à conduta imediata no contexto descrito: internação, tocólise e corticoide antenatal para ganhar tempo e favorecer a maturação pulmonar fetal. Como a paciente tem diabetes melito gestacional, a corticoterapia pode elevar a glicemia e exigir insulinização ou ajuste terapêutico temporário. Nesse contraste, a dose de 0,3 UI/kg é aceitável na lógica da questão, ao contrário da dose excessiva da alternativa B.
B
Errada
Erra por critério farmacológico. Embora contenha internação, tocólise e corticoide, prescreve 5 UI/kg de insulina, dose flagrantemente excessiva e clinicamente insegura. Em gestação, insulinização é individualizada e trabalha com frações de UI/kg/dia, não com múltiplos inteiros dessa magnitude.
C
Errada
Sulfato de magnésio pode ser uma conduta plausível para neuroproteção fetal em prematuridade iminente antes de 32 semanas, mas a opção fica menos adequada por não contemplar o eixo tocólise + corticoide + ajuste glicêmico, que é o diferencial clínico explorado no caso de diabetes gestacional com corticoterapia antenatal.
D
Errada
Está incorreta porque abandona a estratégia obstétrica indicada em 31 semanas quando não há sofrimento fetal, infecção, sangramento importante ou outra contraindicação à inibição temporária do parto. Reavaliar para apenas conduzir o trabalho de parto perde a oportunidade de fazer tocólise e corticoterapia antenatal.
Pegadinha da questão
A banca mistura um cenário em que o sulfato de magnésio pode parecer lembrança automática por ser <32 semanas com outro ponto mais decisivo nas alternativas: em trabalho de parto prematuro com corticoide antenatal, a diabética gestacional precisa de vigilância e ajuste glicêmico, e a opção errada explora uma dose absurda de insulina.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver contrações regulares dolorosas associadas a modificação cervical em idade gestacional prematura, pense primeiro em trabalho de parto prematuro estabelecido, não apenas ameaça inespecífica.
  • Entre 24 e 34 semanas, com membranas íntegras e feto bem avaliado, o eixo decisivo costuma ser tocólise para ganhar tempo e corticoterapia antenatal.
  • Em gestante com diabetes que receberá corticoide, não ignore o efeito hiperglicemiante: a necessidade é de monitorização e ajuste ou insulinização plausível, não de dose fixa extrema.
  • Quando duas alternativas parecem obstetricamente aceitáveis, use o detalhe técnico eliminatório construído pela banca: aqui foi a dose de insulina e o manejo glicêmico no contexto da corticoterapia.

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