Mulher de 53 anos e menopausa aos 50 anos, GIVPIIIAI, queixa...
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Tema central da questão: O enunciado trata de incontinência urinária feminina na pós-menopausa, abordando diferenciação entre causas fisiopatológicas a partir de dados clínicos e urodinâmicos. O entendimento correto dos mecanismos da perda urinária é fundamental para diagnóstico e manejo adequados.
Justificativa para a alternativa correta (B): A paciente apresenta perda de urina aos esforços e prolapso de parede vaginal anterior (cistocele), achados comuns em mulheres com hipermobilidade do colo vesical. O exame urodinâmico com PPE (pressão de perda aos esforços) elevada – 95 cmH2O – indica necessidade de maiores pressões para haver perda, típico da hipermobilidade e não de deficiência esfincteriana. Segundo as diretrizes brasileiras e internacionais, valores de PPE maiores que 90 cmH2O sugerem fortemente hipermobilidade do trato urinário inferior (Primeiras Diretrizes Clínicas, Ministério da Saúde, 2006; UpToDate; Blaivas e Olsson, 1988).
Além disso, o resultado da urina 1 e urocultura negativas descarta infecções; o detrusor estável afasta hiperatividade vesical como causa. O aumento dos episódios de urgência é comum em casos mistos, mas os dados urodinâmicos reforçam que o componente predominante é de esforço.
Análise das alternativas incorretas:
A) Defeito esfincteriano intrínseco ocorre quando há perda em pressões muito baixas (<60 cmH2O). Como a PPE está elevada, essa não é a causa.
C) Incontinência mista exige demonstração objetiva de detrusor hiperativo e perda aos esforços, o que não foi evidenciado.
D) Incontinência de urgência pressupõe perda precedida de forte vontade de urinar e detrusor instável, não presentes aqui.
E) Por transbordamento está associada a retenção urinária crônica, absentemente de achados ou sintomas compatíveis no caso.
Dicas de prova: Atenção à PPE na urodinâmica. Valores altos indicam hipermobilidade, enquanto valores baixos (menores que 60 cmH2O) sugerem dano esfincteriano. Sintomas podem ser mistos, mas o exame é o padrão-ouro para diferenciar as causas.
Portanto, a alternativa B está correta, baseada nos achados clínicos, urodinâmicos e respaldo das diretrizes nacionais e internacionais para diagnóstico e conduta.
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