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Q1702626 Medicina
Dor torácica e elevação de enzimas cardíacas são achados comuns tanto no infarto do miocárdio quanto em alguns casos de pericardite aguda. O eletrocardiograma (ECG) pode auxiliar no diagnóstico diferencial pois:
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é o diagnóstico diferencial entre pericardite aguda e infarto agudo do miocárdio (IAM), enfatizando as alterações eletrocardiográficas que auxiliam na distinção entre essas entidades clínicas, ambas cursando com dor torácica e possível elevação de enzimas cardíacas.

Comentário – Alternativa Correta (A):

“Usualmente não se encontra infra-desnível de segmento ST nos casos de pericardite.”

Na pericardite aguda, o ECG mostra elevação difusa do segmento ST (em várias derivações), com concavidade superior, e, classicamente, depressão do segmento PR. Já a depressão recíproca de ST (infra-desnível), típica do IAM, é incomum na pericardite, exceto nas derivações V1 e aVR. Isso é respaldado nos manuais de Cardiologia, como “Goldman-Cecil Medicina Interna” e nas recomendações da American Heart Association (AHA).

O Ministério da Saúde corrobora: “Na pericardite aguda, a elevação de ST é difusa, sendo a depressão de ST rara, ao contrário do infarto.”

Análise das alternativas incorretas:

B) Elevação de segmento PR é mais comum nos casos de infarto do miocárdio.
Errado. Na realidade, quem apresenta alteração (mas na forma de depressão) do segmento PR é a pericardite aguda; em IAM, essa alteração não faz parte do quadro típico.

C) As elevações de segmento ST costumam ser disseminadas no infarto do miocárdio.
Incorreto. No IAM, a elevação de ST é localizada, correspondente à região arterial acometida. Na pericardite, sim, a elevação é difusa.

D) Ondas T hiperagudas são mais comuns na pericardite aguda.
Falso. As ondas T hiperagudas são achado precoce do IAM e não da pericardite, que apresenta inversão de T apenas nas fases tardias.

Dica de prova: Fique atento à localização das alterações de ST no ECG. Difusa sugere pericardite; regional, sugere IAM. Além disso, a menção a alterações de PR é quase exclusiva da pericardite.

Referências: Goldman-Cecil (cap. 52), UpToDate ("ECG in acute pericarditis"), diretrizes da AHA.

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A resposta correta é a alternativa A. A dor torácica e a elevação de enzimas cardíacas são sintomas comuns tanto no infarto do miocárdio quanto em alguns casos de pericardite aguda. O ECG pode ajudar a diferenciar essas condições, pois geralmente não há infra-desnível de segmento ST nos casos de pericardite, enquanto que há elevação desse segmento no infarto. Além disso, as elevações de segmento ST costumam ser disseminadas no infarto do miocárdio, enquanto que a pericardite aguda pode apresentar ondas T hiperagudas. É importante lembrar que o diagnóstico definitivo deve ser feito por um médico, com base em vários outros fatores além do ECG.

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