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Q3367264 Medicina
Sobre os biomarcadores moleculares em oncologia, assinale a alternativa correta. 
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Os biomarcadores moleculares são fundamentais na oncologia moderna, pois ajudam a guiar o tratamento de forma personalizada. Eles fornecem informações sobre o prognóstico e a previsão de resposta a terapias específicas. Vamos analisar a questão apresentada, identificando a alternativa correta e justificando a escolha.

Alternativa Correta: A

Justificativa: O status de instabilidade de microssatélites (MSI-H) é um marcador que indica alta taxa de mutação no tumor. Essa característica é particularmente relevante porque estudos demonstraram que tumores com MSI-H respondem bem à imunoterapia, especialmente com inibidores de checkpoint como o pembrolizumabe. Essa resposta ocorre porque o aumento das mutações gera mais neoantígenos, tornando o tumor mais “visível” ao sistema imunológico (UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine).

Alternativas Incorretas:

B - Mutação EGFR e inibidores de tirosina quinase: A presença de mutação no gene EGFR (Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico) em câncer de pulmão não contraindica, mas sim indica o uso de inibidores de tirosina quinase, como gefitinibe ou erlotinibe. Esses medicamentos são usados especificamente para tratar casos com essa mutação, seguindo diretrizes internacionais de tratamento.

C - Expressão de PD-L1 em câncer de cólon: A expressão de PD-L1 é um biomarcador usado para prever a resposta à imunoterapia, não à quimioterapia tradicional. No câncer de cólon metastático, a expressão de PD-L1 não é rotineiramente usada para guiar a quimioterapia.

D - Mutação KRAS e anti-EGFR: A presença de mutação no gene KRAS em câncer colorretal está associada a uma falta de resposta a terapias com anticorpos anti-EGFR, como cetuximabe e panitumumabe. Na verdade, a presença dessa mutação é um marcador de resistência a essas terapias e está associada a um pior prognóstico.

E - Rearranjo ALK em melanoma: O rearranjo ALK é um biomarcador relevante em câncer de pulmão, não em melanoma cutâneo. Além disso, quando presente, é um alvo terapêutico que pode ser tratado com inibidores de ALK, não sendo considerado um marcador prognóstico negativo em melanoma.

É importante sempre verificar as últimas diretrizes e evidências científicas ao estudar biomarcadores, pois o campo da oncologia está em constante evolução. Essa questão exemplifica a importância do conhecimento atualizado para a prática clínica e para exames de concursos públicos.

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