Com relação às complicações da quimioterapia em pacientes c...

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Q3367257 Medicina
Com relação às complicações da quimioterapia em pacientes cirúrgicos, assinale a alternativa correta.
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Tema central: complicações da quimioterapia em pacientes candidatos a cirurgia. Em prova, identifique palavras absolutas (ex.: “não há”, “rara”, “não interfere”), pois costumam sinalizar alternativas incorretas quando o tema envolve riscos e condutas individualizadas.

Alternativa correta: BO uso profilático do fator estimulador de colônia de granulócitos (G-CSF) reduz neutropenia febril, infecções, internações e, em alguns cenários, mortalidade. Indicado quando o risco de neutropenia febril do esquema é ≥20% ou de 10–20% com fatores de risco (idade >65, PS ruim, comorbidades, infecção prévia, feridas abertas) segundo ASCO/ESMO/NCCN. Mecanismo: acelera recuperação de neutrófilos, encurtando a neutropenia pós-quimio. Referências: ASCO/ESMO Guidelines on G-CSF; UpToDate; Harrison’s.

Análise das incorretas

A) “A neutropenia febril é rara em esquemas com antraciclinas.” – Falso. Antraciclinas (ex.: doxorrubicina) são mielossupressoras; em esquemas comuns (p.ex., AC para mama), o risco de neutropenia febril pode ser ≥20% sem G-CSF, justificando profilaxia. Diretrizes recomendam avaliar risco por esquema e paciente. (ESMO/ASCO; UpToDate).

C) “A toxicidade mucosa não interfere na decisão de ressecabilidade.” – Falso. Mucosite/enterocolite por quimioterapia aumenta risco de infecção, fístula e deiscência, além de piorar o estado nutricional. Pode postergar ou modificar o plano cirúrgico (p. ex., evitar anastomoses em enterocolite neutropênica). A decisão não é apenas anatômica; status clínico e risco de complicações importam. (Harrison’s; UpToDate).

D) “Não há contraindicação cirúrgica em pacientes com leucopenia.” – Falso. Leucopenia, especialmente neutropenia (ANC <1.000–1.500/µL), eleva risco infeccioso e de complicações. Em cirurgias eletivas, recomenda-se adiar até recuperação hematológica; em urgência, proceder com antibioticoterapia e, se apropriado, G-CSF. (ASCO perioperative management; UpToDate).

E) “A quimioterapia não interfere na cicatrização de feridas.” – Falso. Diversas drogas prejudicam cicatrização: antimetabólitos (p. ex., metotrexato) e, sobretudo, antiangiogênicos (bevacizumabe) aumentam deiscência e infecção. Recomenda-se intervalos antes/depois da cirurgia (ex.: bevacizumabe, geralmente ≥28 dias, muitas vezes 6–8 semanas, conforme diretrizes). (NCCN/ESMO; UpToDate).

Dicas de prova: procure menções a neutropenia febril, leucopenia, mucosite e cicatrização. Afirmações absolutas tendem a estar erradas neste tema. Lembre: G-CSF profilático reduz complicações infecciosas e é a conduta chave quando o risco é significativo.

Gabarito: B

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