Em um paciente com carcinoma escamoso de esôfago torácico, ...

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Q3367251 Medicina
Em um paciente com carcinoma escamoso de esôfago torácico, T3N1, a técnica cirúrgica de escolha para ressecção curativa é: 
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Tema central: A questão aborda tratamento cirúrgico de carcinoma escamoso de esôfago torácico em estágio T3N1, um cenário clínico de alta complexidade que exige atualização sobre condutas cirúrgicas e conhecimento das diretrizes nacionais.

Justificativa da alternativa correta (B): A esofagectomia minimamente invasiva com linfadenectomia em dois campos é a técnica de escolha para ressecção curativa nesta situação. Segundo as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de Esôfago do Ministério da Saúde (p. 22), para tumores localizados no esôfago torácico, “a ressecção cirúrgica deve envolver a remoção do segmento afetado associada à linfadenectomia mediastinal e abdominal”. Linfadenectomia em dois campos garante adequado controle loco-regional e precisão de estadiamento, essenciais para prognóstico.

Além disso, a técnica minimamente invasiva associa-se a menor morbidade, com evidências científicas (UpToDate, BVS) mostrando recuperação mais rápida, menor risco de complicações pulmonares e infecções de sítio cirúrgico, sem prejuízo ao controle do câncer.

Análise das alternativas incorretas:

A) A esofagectomia cervical trans-hiatal é preferida para cânceres de esôfago distal ou próximo à junção esofagogástrica, não sendo adequada para tumores torácicos, pois pode não garantir ressecção oncológica adequada do mediastino.

C) A esofagectomia por via exclusivamente abdominal não permite linfadenectomia mediastinal, essencial no manejo do T3N1 torácico, estando fora das principais diretrizes.

D) Stent endoscópico seguido de radioterapia é paliativo, indicado em casos não ressecáveis, de disfagia grave ou sem intenção curativa.

E) Gastrostomia e observação clínica são condutas não curativas e restritas a pacientes inoperáveis ou muito debilitados.

Estratégia para provas: Atenção ao estadiamento (T3N1 indica doença localmente avançada, porém ainda potencialmente ressecável), ao local do tumor (esôfago torácico), e aos requisitos oncológicos da cirurgia.

DICA: Palavras como “observação”, “paliativo” ou “via exclusiva” muitas vezes eliminam opções em tumores localizados com intenção curativa.

Segundo as diretrizes oficiais e consenso em literatura de referência (Campos e Cecconello, “Tratado de Cirurgia”, capítulo sobre Esôfago), para carcinoma escamoso torácico operável, esofagectomia minimamente invasiva associada à linfadenectomia mediastino-abdominal é a conduta padrão ouro.

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