Um paciente apresenta obstrução intestinal secundária à car...

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Q3367247 Medicina
Um paciente apresenta obstrução intestinal secundária à carcinoma de cólon esquerdo.

Qual das seguintes abordagens está mais indicada em um cenário de emergência com instabilidade clínica?
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Tema central: obstrução intestinal por câncer de cólon esquerdo em cenário de emergência com instabilidade clínica. Palavras-chave para a prova: descompressão rápida, controle de sepse e cirurgia de controle de danos.

Alternativa correta: C – Colostomia em alça para descompressão. Em paciente instável, a prioridade é aliviar a distensão e reduzir risco de perfuração/sepse, evitando procedimentos demorados e anastomoses. A colostomia em alça proximal ao tumor promove descompressão imediata, é tecnicamente rápida e segura, permitindo otimização clínica para ressecção oncológica definitiva em 2º tempo. Esse é o conceito de damage control em abdome agudo oncológico (WSES 2017/2021; ASCRS 2022; UpToDate).

Raciocínio clínico: Tumor do cólon esquerdo gera obstrução de “alça fechada”, distensão colônica, translocação bacteriana e risco de perfuração cecal. Na instabilidade (choque, acidose, sepse), procedimentos complexos elevam mortalidade e deiscência. Assim, faz-se descompressão simples e adia-se a ressecção/anastomose para quando o paciente estiver otimizado (NCCN; Harrison’s; UpToDate).

Diagnóstico e avaliação (contexto de prova): dor abdominal, distensão, vômitos, parada de eliminação de gases/fezes; radiografia/TC com dilatação colônica e ponto de transição no descendente/sigmóide; avaliar sinais de peritonite e choque para definir urgência e extensão do procedimento.

Por que as demais estão incorretas?

  • A) Ressecção oncológica com anastomose primária: em instabilidade e cólon dilatado/contaminado, o risco de fístula anastomótica e mortalidade é alto. Diretrizes recomendam evitar anastomose em cenários de alto risco (ASCRS; WSES).
  • B) Colectomia segmentar laparoscópica: abordagem laparoscópica é desaconselhada em instáveis: distensão reduz espaço, aumenta tempo operatório e pode exigir conversão, sem benefício no choque.
  • D) Endoprótese metálica autoexpansível (SEMS): útil como “ponte para cirurgia” em pacientes estáveis, sem peritonite (ESGE). Em instáveis, há atraso, necessidade de endoscopia radiológica e risco de perfuração.
  • E) Anastomose colorretal sem proteção proximal: é a escolha de maior risco na obstrução com instabilidade, pois não resolve a distensão e eleva chances de deiscência e sepse.

Pegadinha frequente: SEMS e anastomose primária podem ser apropriadas em estáveis. O detalhe “instabilidade clínica” muda totalmente a conduta para descompressão imediata (colostomia em alça ou, em alguns casos, Hartmann). Foque nesses qualificadores do enunciado.

Referências úteis: WSES Guidelines on Colon Obstruction/Perforation (2017/2021); ASCRS Clinical Practice Guidelines (2022); ESGE SEMS (2020); NCCN Colon Cancer (atual); Harrison’s; UpToDate.

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