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Q3367241 Medicina
A detecção precoce do câncer colorretal pode ser realizada por meio da pesquisa de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia.

Esses exames são recomendados para rastreamento populacional em indivíduos assintomáticos que se enquadram em qual dos seguintes grupos? 
Alternativas

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Tema central: O foco desta questão é o rastreamento do câncer colorretal em indivíduos assintomáticos e as diretrizes para identificar qual grupo da população deve ser acompanhado de forma sistemática, mesmo na ausência de sintomas.

Justificativa da alternativa correta (A): Indivíduos de risco médio, a partir dos 50 anos são o alvo principal do rastreamento populacional de câncer colorretal, segundo as principais diretrizes nacionais e internacionais. De acordo com o INCA e o Ministério da Saúde, adultos assintomáticos, sem fatores de risco significativos, devem iniciar a pesquisa de sangue oculto nas fezes ou a colonoscopia de forma periódica a partir dos 50 anos. O American College of Physicians (2023) reforça essa indicação, citando: “O rastreamento deve ser iniciado aos 50 anos para adultos de risco médio.”

Por que as demais alternativas estão incorretas?

B) Pacientes com história familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau não são considerados de risco médio, mas sim de alto risco. Para esses, o rastreamento deve começar antes dos 50 anos (normalmente aos 40 anos ou 10 anos antes do caso índice familiar), e o protocolo pode ser diferenciado, seguindo recomendações específicas de sociedades como a SBGG.

C) Iniciar o rastreamento aos 40 anos independentemente de fatores de risco não encontra respaldo nas principais diretrizes, podendo gerar sobrediagnóstico e aumento custoso de procedimentos desnecessários para grande parte da população.

D) Rastreamento é preventivo. Investigar apenas pacientes sintomáticos (como com sangramento ou alteração de hábito intestinal) foca em diagnóstico precoce, não no rastreamento populacional — essa conduta pode perder casos em estágio inicial e impactar negativamente o prognóstico.

E) Portadores de condições genéticas como polipose adenomatosa familiar se encaixam em alto risco e têm protocolos próprios, iniciando rastreamento bem antes dos 50 anos, frequentemente na adolescência, devido ao risco muito mais elevado.

Dicas e pegadinhas: Atenção a termos como “populacional” e “assintomático”, que direcionam para protocolos de risco médio. Alternativas com “apenas sintomáticos” ou “qualquer idade” costumam ser pegadinhas. Use sempre as diretrizes nacionais (INCA/MS) como referência primária para rastreamento.

Conclusão: A alternativa A segue rigorosamente o que preconizam as evidências e diretrizes atuais, sendo a escolha adequada para questões de rastreamento na prática do SUS.

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