Em relação ao quadro clínico acima, julgue o item.O paciente...
Em relação ao quadro clínico acima, julgue o item.
O paciente em questão tem glicemia de jejum e hemoglobina glicada A1C dentro dos limites para quadro clínico e idade, não sendo necessário ajuste da terapêutica em curso.
Gabarito comentado
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Vamos analisar a questão apresentada, que envolve um paciente idoso com múltiplas comorbidades, incluindo hipertensão, diabetes, dislipidemia e insuficiência cardíaca com baixa fração de ejeção. O foco está em avaliar se a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada A1C estão controladas adequadamente para sua situação clínica, e se há necessidade de ajuste terapêutico.
Tema Central: A questão aborda o controle glicêmico em um paciente com diabetes tipo 2, considerando suas outras condições médicas.
Justificativa para a alternativa errada (E): A afirmação de que não é necessário ajustar a terapêutica em curso está incorreta. Apesar de a hemoglobina glicada A1C estar em 6,8%, o que pode ser considerado um bom controle para muitos pacientes, a presença de albuminúria (razão albumina/creatinina urinária de 280 mg/g) e a insuficiência renal crônica (creatinina 2,9 mg/dL) indicam que o paciente está em risco aumentado para complicações microvasculares. De acordo com as diretrizes da American Diabetes Association (ADA), o manejo do diabetes em pacientes com doenças cardiovasculares e renais deve ser mais rigoroso, e ajustes nas medicações são frequentemente necessários para proteger a função renal e cardiovascular.
Exame das Alternativas:
Hiperglicemia: A glicemia de jejum de 130 mg/dL está acima do alvo para muitos pacientes, especialmente aqueles com complicações como este paciente. O controle glicêmico deve ser individualizado, mas a presença de complicações renais e cardíacas sugere que um ajuste pode prevenir a progressão da doença.
Uso de Medicamentos: A metformina é geralmente segura em doses controladas para pacientes com insuficiência renal leve a moderada, mas deve-se ter cautela em níveis elevados de creatinina como neste caso. Além disso, a gliclazida, uma sulfonilureia, pode não ser a escolha ideal, pois pode aumentar o risco de hipoglicemia em pacientes com função renal comprometida.
Conclusão: O paciente apresenta indicadores que sugerem a necessidade de uma revisão terapêutica. Possíveis ajustes podem incluir a consideração de inibidores da SGLT2 ou agonistas do receptor GLP-1, que oferecem benefícios adicionais para a saúde cardiovascular e renal, conforme as diretrizes atuais.
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