Paulo Freire desenvolveu um método de
alfabetização baseado nas experiências
de vida das pessoas. Em vez de buscar a
alfabetização por meio de cartilhas e
ensinar, por exemplo, “o boi baba” e
“vovó viu a uva”, ele trabalhava as
chamadas “palavras geradoras” a partir
da realidade do cidadão. Por exemplo, um
trabalhador de fábrica podia aprender
“tijolo”, “cimento”, um agricultor
aprenderia “cana”, “enxada”, “terra”,
“colheita” etc. A partir da decodificação
fonética dessas palavras, ia se
construindo novas palavras e ampliando o
repertório.