A modalidade de monitorização do bloqueio neuromuscula...

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Ano: 2015 Banca: SRH Órgão: UERJ Prova: SRH - 2015 - UERJ - Médico anestesiologista |
Q499679 Medicina
A modalidade de monitorização do bloqueio neuromuscular mais adequada na situação do bloqueio profundo é:
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Comentário da Questão – Monitorização do Bloqueio Neuromuscular Profundo

Tema central: A questão aborda monitorização do bloqueio neuromuscular, conteúdo fundamental em anestesiologia, especialmente em procedimentos que demandam bloqueios intensos e segurança perioperatória.

Por que a alternativa D está correta?

Em situações de bloqueio neuromuscular profundo, os métodos usuais (como o TOF – train-of-four) podem não apresentar resposta, dificultando a avaliação objetiva da função neuromuscular. A contagem pós-tetânica (CPT) é o método mais sensível e é indicado nestas situações. Ela consiste em aplicar um estímulo tetânico de 50 Hz por 5 segundos, seguido por uma série de 15 estímulos simples a 1 Hz. O número de respostas resultantes, chamado “contagem pós-tetânica”, permite estimar a recuperação iminente do bloqueio.

Segundo revisão publicada pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia (RBA 42(1):71-84), “a contagem pós-tetânica é a melhor forma para monitorizar bloqueios intensos, na ausência de resposta ao TOF.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Tétano (50 Hz por 5s): útil para avaliar fadiga muscular e diferenciação entre bloqueadores despolarizantes e não-despolarizantes, mas não quantifica bloqueios profundos.

B) Estímulo simples (0,1 Hz): detecta apenas a presença ou ausência de resposta, sem sensibilidade para bloqueios intensos ou variações gradativas.

C) Sequência de quatro estímulos (TOF, 2 Hz): padrão para bloqueio moderado, porém, no bloqueio profundo não há respostas detectáveis, limitando sua utilidade clínica nessa fase.

Destaques e dicas de prova:

Termos como “bloqueio profundo” são pontos-chave; em bloqueios leves a moderados, TOF é eficaz, mas em bloqueio intenso a CPT é a técnica recomendada. Fique atento ao número e tipo de estímulos descritos, pois é comum confundirem modalidades por semelhança de protocolos.

Resumo prático: Para bloqueio neuromuscular profundo, utilize sempre a contagem pós-tetânica para monitorizar com segurança e precisão.

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