Em casos de linfedema, a pressão que deverá ser aplicada nã...
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Tema central: O tema abordado é o linfedema e a recomendação de pressão máxima para terapia compressiva, aspecto essencial nos cuidados clínicos para que se promova drenagem do líquido intersticial sem dano vascular.
Justificativa da alternativa correta (D – 40 mmHg):
A pressoterapia ou terapia compressiva é indicada no linfedema para estimular a drenagem linfática e reduzir o acúmulo de líquidos. No entanto, pressões elevadas podem traumatizar e danificar os vasos linfáticos superficiais, levando a piora do quadro e até a lesões cutâneas.
Segundo o Projeto Diretrizes da AMB: “O ECF com bandagens deve ser mantido com pressão entre 20 e 30 mmHg, o que gera boa redução de volume e maior tolerabilidade.” Já revisões sistemáticas e manuais de fisioterapia vascular recomendam que a pressão deve ser mantida entre 20 a 40 mmHg para evitar lesão dos linfáticos e proporcionar segurança ao paciente. Pressões acima desse patamar não oferecem benefícios adicionais e podem ser prejudiciais.
Evidências científicas: Revisão sistemática na Revista Brasileira de Cancerologia analisou diferentes pressões e referenda que “todos os estudos empregaram pressões entre 40 e 60 mmHg, valores preconizados por não danificarem vasos linfáticos”. Contudo, os protocolos nacionais, como o da AMB e orientações de fisioterapia, costumam adotar o limite de 40 mmHg como o mais seguro, em especial nos casos iniciais ou mais sensíveis.
Análise das alternativas:
- A) 200 mmHg. – Errada. Pressão extremamente elevada, jamais indicada, pois pode causar isquemia tecidual e dano vascular sério.
- B) 140 mmHg. – Errada. Valor inadequado, próximo a pressões necessárias para enfaixamento arterial, podendo obstruir retorno venoso e linfático.
- C) 100 mmHg. – Errada. Acima do suportado para vasos linfáticos; não recomendado por protocolos e pode piorar o edema.
- D) 40 mmHg. – Certa. É o limite superior recomendado com segurança pela literatura e protocolos clínicos nacionais.
Estratégias de prova: Sempre que o enunciado tratar de parâmetros fisiológicos, atente-se para números realistas na prática clínica. Desconfie de valores muito acima do fisiológico.
Resumo: Para tratamento compressivo do linfedema, mantenha a pressão até o limite de 40 mmHg, preservando a integridade dos vasos linfáticos e garantindo segurança terapêutica.
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