Sobre trauma vascular assinale a alternativa CORRETA. 

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Q2299767 Medicina
Sobre trauma vascular assinale a alternativa CORRETA. 
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Tema central: A questão aborda o trauma vascular cervical e exige o reconhecimento anatômico das zonas do pescoço e seu respectivo manejo cirúrgico. Em provas de concursos para médicos, é fundamental dominar a divisão anatômica do pescoço, pois orienta escolhas técnicas e táticas cirúrgicas em situações de emergência.

Justificativa para a alternativa correta (A):

A Zona I do pescoço se localiza entre a fúrcula esternal/clavícula e a cartilagem cricóide. Lesões nesta área demandam acesso ampliado: como as principais estruturas vasculares (artéria subclávia, carótida comum e veia jugular) estão localizadas profundamente, o controle hemostático é desafiador. Muitas vezes, faz-se necessário associar cervicotomia com esternotomia ou toracotomia anterolateral alta para expor e controlar proximamente o vaso lesado. Segundo o Protocolo ATLS e obras como “Principles of Surgery” (Schwartz), essa abordagem salva vidas ao antecipar possíveis sangramentos massivos em zonas de acesso difícil.

Análise crítica das alternativas incorretas:

B – Zona II: Esta zona é a mais facilmente acessada cirurgicamente, situada entre cartilagem cricóide e ângulo da mandíbula. O acesso padrão é cervicotomia simples (paralela ao esternocleidomastoideo), não exigindo esternotomia ou toracotomia. Diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Trauma destacam a simplicidade relativa desse acesso.

C – Zona III: Entre ângulo da mandíbula e base do crânio. O acesso cirúrgico direto é limitado por estar próximo à base do crânio e estruturas ósseas. Muitas lesões são manejadas com abordagens endovasculares ou observação, já que a exposição cirúrgica ampliada é raramente possível ou indicada.

D – Todas as alternativas estão erradas: Incorreta. A alternativa A está absolutamente alinhada com as recomendações científicas e práticas cirúrgicas atuais.

Dica estratégica: Fique atento às palavras-chave como “zona” e “acesso cirúrgico”. Muitos alunos erram por memorizar a anatomia, mas esquecem as demandas técnicas de cada região. Revise também protocolos interdisciplinares (ATLS, PCDTs do Ministério da Saúde, Trauma – Mattox & Feliciano).

Resumo: O trauma arterial da Zona I exige acesso ampliado por limitações anatômicas para controle adequado dos grandes vasos cervicais. Essa é a opção correta.

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A alternativa A é a correta porque aborda o manejo dos traumas vasculares de acordo com a localização anatômica das zonas do pescoço, que são divididas em três zonas para facilitar a abordagem diagnóstica e terapêutica. A zona I estende-se da base do pescoço até a clavícula e inclui estruturas vasculares importantes como a artéria subclávia e a parte proximal das artérias carótidas. Em traumas arteriais nesta zona, o controle vascular proximal pode ser desafiador devido à localização profunda das estruturas, tornando muitas vezes necessário um acesso cirúrgico mais extenso, tal como a associação de cervicotomia (incisão no pescoço) com esternotomia (abertura do esterno) ou toracotomia anterolateral alta (incisão na lateral alta do tórax). Isso permite ao cirurgião um melhor controle da hemorragia e reparo do vaso lesado. Em comparação, a zona II, que é a área do pescoço entre a mandíbula e a clavícula, e a zona III, que se estende da mandíbula até a base do crânio, geralmente permitem um controle vascular com abordagens menos invasivas, como a cervicotomia isolada. Portanto, é menos frequente que as lesões nessas zonas exijam a abordagem ampliada descrita para a zona I.

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