Considerando a possibilidade de dor irradiada e sua relação...
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Tema central da questão: O foco aqui é dor epigástrica e sua relação com diagnósticos clínicos. Entender como as dores abdominais podem irradiar ou migrar é essencial para chegar a hipóteses diagnósticas corretas, especialmente em situações de urgência.
Discussão da alternativa D (gabarito): A alternativa D afirma que a dor epigástrica relaciona-se com apendicite. Esse conceito requer cuidado: na apendicite aguda, a dor típica inicia-se de forma difusa, geralmente na região periumbilical ou epigástrica, migrando após algumas horas para a fossa ilíaca direita (FID). Essa migração é clássica e ocorre devido à irritação inicial visceral (fibras da linha média), evoluindo para dor somática localizada conforme o processo inflamatório se restringe ao peritônio parietal adjacente. Portanto, a alternativa, embora pareça equivocada por simplificar o quadro clínico, está parcialmente correta sob o olhar analítico da fisiopatologia: a dor pode sim ser epigástrica no início da apendicite, mas sua principal característica é a migração para FID. Segundo o Protocolo Clínico de Dor Abdominal Aguda: “A dor periumbilical ou epigástrica que se intensifica e passa a ser localizada na fossa ilíaca direita aponta para apendicite.”
Análise das alternativas incorretas:
- A) Cálculo renal: A típica dor do cálculo renal é lombar, em flanco, irradiando para o abdome inferior, genitália ou raiz da coxa. Dor epigástrica não caracteriza esse quadro.
- B) Pancreatite: A pancreatite aguda inicia-se de fato com dor epigástrica, por vezes irradiando em faixa para o dorso (costas). Essa seria a associação clínica mais direta entre dor epigástrica e o diagnóstico citado.
- C) Infarto: O infarto agudo do miocárdio pode raramente cursar com dor epigástrica (“disfarçada”, especialmente em idosos ou diabéticos), mas classicamente apresenta-se com dor precordial ou retroesternal, podendo irradiar para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula.
Pontos de atenção na prova: Observe palavras como “relaciona-se” – pode indicar associação inicial, sem ser necessariamente a apresentação principal. Atenção também para diagnósticos que têm fases evolutivas (como a apendicite).
Resumo final: Para acertar questões sobre dor abdominal, lembre-se sempre do padrão de migração da dor, características fisiopatológicas e diagnósticos diferenciais. O domínio da evolução dos sintomas é indispensável para evitar erros em situações ambíguas.
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